
Os Planos Poupança Reforma são um dos produtos financeiros mais populares em Portugal, em parte pelos benefícios fiscais que oferecem. Cerca de dois milhões de portugueses (cerca de 16% da população) tem um, como dá conta o Contas Poupança.
O problema é que a maioria dos portugueses que tem um PPR nunca calculou qual o valor exato que devia contribuir para maximizar a dedução no IRS, e acaba por deixar dinheiro na mesa todos os anos.
As contribuições para PPR são dedutíveis em 20% do valor entregue, diretamente à coleta do IRS. O limite desta dedução varia consoante a idade, algo que escapa a muitos.
Assim sendo, até aos 35 anos, o limite cifra-se nos 400 euros por ano. Para poderes deduzir este montante, tens de contribuir com pelo menos dois mil euros anuais para o PPR.
Já no caso dos portugueses com idades entre os 35 e os 50 anos, o limite é de 350 euros anuais de dedução, com contribuição mínima de 1.750 euros.
Por fim, após os 50 anos, o limite é de 300 euros por ano, sendo que é exigível uma contribuição mínima de 1.500 euros.
O erro mais comum
A maior parte dos portugueses com PPR contribui um valor aleatório ao longo do ano, muitas vezes abaixo do mínimo necessário para maximizar a dedução.
Se contribuíste 500 euros num ano em que podias deduzir até 400 euros, estás a deixar de aproveitar a totalidade do benefício.
A solução é calcular qual o valor mínimo que precisas de contribuir para atingir o limite máximo de dedução para a tua faixa etária. Garante que esse valor é depositado antes do final do ano fiscal.
Para manter o benefício fiscal, o PPR não pode ser resgatado antes dos 60 anos exceto em situações específicas como desemprego de longa duração, incapacidade permanente ou doença grave.
Atenção que resgatar antecipadamente obriga à devolução das deduções fiscais usufruídas com juros compensatórios.
