É o terceiro aumento de preços da Starlink em Portugal num período relativamente curto. Em março, a empresa já tinha comunicado aos clientes portugueses subidas que, no plano mais básico, representavam um aumento de 100%. Agora, em junho, chegou mais uma alteração: a antena e o equipamento necessário para receber o sinal dos satélites da SpaceX, que até aqui eram emprestados gratuitamente com a subscrição, passam a ter um custo mensal de aluguer de 10 euros.
A mudança aplica-se apenas a novos clientes. Quem já tem Starlink ativo não é afetado. Mas quem estiver a ponderar subscrever o serviço a partir de agora vai encontrar tarifários com um custo adicional fixo que não existia antes, independentemente do plano escolhido.
Importa clarificar o que este pagamento inclui e o que não inclui: os 10 euros mensais cobrem o empréstimo do equipamento, mas não conferem direito a manutenção ou substituição do mesmo em caso de avaria. A única forma de evitar esta taxa é já possuir uma antena Starlink.
O que ficam a custar os planos em Portugal
Segundo o CENT, com a nova taxa de aluguer incorporada, os três planos disponíveis ficam assim:
| Plano | Velocidade download | Velocidade upload | Preço total |
|---|---|---|---|
| Residencial 100 | Até 100 Mbps | 15-35 Mbps | 35€/mês |
| Residencial 200 | Até 200 Mbps | 15-35 Mbps | 55€/mês |
| Residencial Max | Até 400 Mbps | 20-40 Mbps | 75€/mês |
O plano Max inclui router Wi-Fi 6 e um Mini Mesh gratuito para alargar a cobertura, além de prioridade de rede em caso de congestionamento. Os planos 100 e 200 não têm prioridade de rede garantida.
Faz sentido continuar a pagar?
Em abril, a Starlink ainda lançou um desconto que chegou a agitar o mercado em Portugal, o que torna estes aumentos seguidos ainda mais difíceis de interpretar. A narrativa de operador acessível que a empresa construiu quando chegou a Portugal está a desaparecer gradualmente, à medida que a Starlink consolida a sua presença e ajusta os preços em conformidade.
O serviço continua a fazer sentido para quem vive em zonas rurais ou de difícil cobertura por fibra ótica, onde a MEO, NOS, Vodafone e DIGI simplesmente não chegam com qualidade suficiente. Para quem tem alternativas de fibra disponíveis, a comparação de preços já não é favorável à Starlink, e com mais 10 euros por mês na equação, a diferença alarga-se ainda mais.
