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PPR: 5 erros comuns que deves evitar para não perder dinheiro

Muitos portugueses continuam a optar por fazer Planos de Poupança Reforma. Há várias vantagens, mas basta um erro, como escolher o produto menos indicado ou resgatar o dinheiro antes de um determinado prazo, para perderes dinheiro.

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mealheiro com euros
Imagem ilustrativa Crédito@Pixabay

Os Planos de Poupança Reforma (PPR) continuam a ser um dos produtos financeiros favoritos dos portugueses. O motivo é simples: a promessa de pagar menos impostos ao Estado e garantir um extra para o futuro. No entanto, este produto não funciona em "piloto automático".

Se cometeres um destes 5 erros clássicos, arriscas-te a perder rentabilidade e, pior, a ter de devolver centenas de euros à Autoridade Tributária com penalizações pesadas.

1. Resgatar o dinheiro antes do tempo

O PPR foi desenhado para o longo prazo. Se decidires levantar o dinheiro fora das condições previstas na lei (como reforma por velhice, desemprego de longa duração ou pagamento de prestações do crédito à habitação), a penalização é brutal.

Caso tenhas usufruído do benefício fiscal no IRS, terás de devolver todo o imposto poupado, acrescido de uma penalização de 10% por cada ano decorrido.

2. Escolher o tipo errado de PPR

Nem todos os PPR são iguais e este é o erro onde a maioria das pessoas perde dinheiro por desconhecimento. Existem dois tipos principais:

  • Seguros PPR: têm capital garantido, mas a rentabilidade é historicamente muito baixa. São indicados para quem está a poucos anos da reforma.
  • Fundos PPR: Não têm capital garantido porque investem em mercados financeiros (ações e obrigações). No entanto, têm um potencial de ganho superior no longo prazo.

3. Ignorar o impacto das comissões de gestão

As comissões são o "custo invisível" que destrói a rentabilidade de qualquer investimento. Antes de assinares o contrato, tens de ler atentamente a ficha técnica do produto.

Comissões de subscrição, comissões de gestão anual superiores a 1,5% ou taxas de resgate elevadas levam uma parte significativa dos teus ganhos, especialmente nos primeiros anos de investimento. Compara sempre os custos entre as diferentes entidades financeiras.

4. Investir mais do que o teto máximo do benefício fiscal

O benefício fiscal à entrada permite-te deduzir 20% do valor investido no IRS, mas existem tetos máximos anuais definidos por idade:

Idade do Investidor Valor Máximo a Investir Dedução Máxima no IRS
Até aos 35 anos 2.000 € 400 €
Entre 35 e 50 anos 1.750 € 350 €
Mais de 50 anos 1.500 € 300 €

Investir mais do que estes valores não te dar-te qualquer benefício fiscal extra à entrada (embora mantenhas a vantagem de uma tributação mais baixa à saída).

5. Esquecer de declarar ou declarar por erro no IRS

Por norma, os bancos e seguradoras enviam a informação do teu investimento diretamente para as Finanças, aparecendo o valor pré-preenchido no Anexo H do IRS.

O erro acontece aqui: se colocares lá o valor e aceitares o benefício, o teu dinheiro fica "trancado" sob as regras descritas no Erro 1 – ou seja, resgatar o dinheiro antes do tempo.

Se pretendes usar o PPR como uma conta poupança flexível para resgatar daqui a 5 ou 6 anos fora das condições da lei, confirma com o teu contabilista ou técnico oficial de contas se não deves apagar essa linha da tua declaração de IRS. Se apagares, abdicas do benefício imediato, mas ficas com liberdade de resgate sem multas.

Para monitorizares os teus direitos enquanto consumidor financeiro consulta o simulador oficial da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Mónica Marques
Mónica Marques
Ao longo de mais de 20 anos de carreira na área da comunicação assistiu à chegada do 3G e outros eventos igualmente inovadores no mundo hi-tech. Em 2020 juntou-se à equipa do 4gnews.