
| Especificação | Detalhe |
|---|---|
| Ecrã | AMOLED+, 6,7 polegadas, 120 Hz, 1900 nits |
| Processador | Exynos 1680 |
| Câmara | 50MP+12MP+5MP; frontal 12 MP |
| Bateria | 5.000 mAh, carregamento 45 watts |
| Proteção | IP68 |
A série Galaxy A é uma das principais fontes de receitas da área Mobile da Samsung. O topo de gama desta série é sempre um dos mais esperados e este ano o Galaxy A57 cumpriu a tradição de ser um dos lançamentos mais aguardados, figurando nos rankings de pesquisas como o mais procurado, durante semanas a fio.
Mas será que este terminal tem o que é preciso para responder às expetativas? Nas últimas semanas, o Galaxy A57 foi meu companheiro de rotina e deixou-me com um sentimento de ambivalência: conquista, mas não inova, nem deslumbra. Deixa um sentimento de déjà vu semelhante ao Samsung Galaxy S26.
Design e experiência de utilização

A Samsung fez poucas alterações no design e o Galaxy A57 herdou as mesmas linhas sóbrias do seu antecessor A56; aliás, a diferença está no módulo de câmara que tem agora os sensores numa ilha oval translúcida, muito semelhante (para não dizer igual) ao Galaxy A37.
Mas as diferenças do Galaxy A57 face ao seu antecessor podem não se ver, mas sentem-se. O novo modelo emagreceu 19 gramas; pesa 179 gramas contra os 198 gr do A56. Mais: também a espessura foi reduzida para os 6,9 mm contra os 7,4 mm do A56. Na prática, o Galaxy A57 é mais fácil de manusear devido a estas reduções cirúrgicas.

Por sua vez, a presença de Gorilla Glass Victus+ no painel traseiro e na frente não só confere uma sensação premium num modelo mais barato muito bem-vinda, como também o torna muito confortável de utilizar. E a Samsung aumentou também a certificação para resistência à água que é agora IP68 – pode “mergulhar” até 1,5 m de água durante 30 minutos.
Contas feitas, o Galaxy A57 tem um look premium sem o ser. Mas, mais importante, as poucas alterações feitas foram cirúrgicas e certeiras. Cada novidade torna este smartphone mais fácil e confortável de usar, assim como mais resistente.
Ecrã e áudio

O Galaxy A57 está equipado com um ecrã AMOLED+ de 6,7 polegadas com uma resolução de 2340 x 1080 pixéis e uma taxa de atualização de 120 Hz. Graças ao + a seguir a AMOLED, este ecrã proporciona uma experiência de visualização bastante boa; até parece que a resolução é bastante superior e, na minha opinião, tem aqui um desempenho semelhante ao ecrã do Galaxy S26.
As cores são vívidas e reais e lida bem com as zonas escuras. Quando colocado na horizontal para vermos conteúdos multimédia, “ganha” as já habituais molduras. E enquanto as molduras presentes no topo superior e inferior são finas e não atrapalham, as laterais podiam emagrecer para proporcionar uma experiência de visualização mais imersiva.

Mas, atenção, estou a ir mesmo ao pormenor. O ecrã do Galaxy A57 é bastante superior à sua faixa de preço e é um regalo para quem passa mais tempo nas redes sociais, com a sua taxa de atualização de 120 Hz a fornecer a rapidez necessária.
O som é uma agradável surpresa. Os diálogos são nítidos nas séries e filmes e sentimos quanto baste os graves na nossa playlist de música. Mas se puxares o volume ao máximo, perdes nitidez e sentes alguma distorção.
Desempenho e software

Para reduzir custos, a Samsung equipou este Galaxy A57 com o seu chip proprietário Exynos 1680; o modelo em teste conta com 8 GB de memória RAM e 128 GB de capacidade no armazenamento interno. Aqui o sentimento volta a ser de déjà vu porque, à semelhança do que aconteceu com o Galaxy A56, o desempenho é bom para uma utilização convencional do aparelho.
Pontuações Geekbench 6:
- CPU: single core 1381 pontos; multi core 4501 pontos
- GPU 6887 pontos
Não estamos perante o smartphone ideal para gaming pesado; para esse campo, a Xiaomi com a sua submarca POCO garante a potência, mas estamos perante um smartphone muito competente que lida bem com a multitarefa, navegação alternada entre email (trabalho) e redes sociais (lazer). É rápido e fluido.
Para jogos casuais também é fantástico, ainda que ao fim de uma sessão mais prolongada, possa aquecer um pouco – aquece mais no carregamento, mas já lá vamos. A Samsung fala num sistema de refrigeração mais eficaz e, face ao seu antecessor, tal verifica-se, apesar do chip Exynos continuar a aquecer os chassis dos modelos Samsung.

Quanto ao software, temos aqui a One UI 8.5, a mais recente interface da marca. E que bom que é ter esta interface fluida e intuitiva já disponível num modelo de gama média. Outra boa notícia são os seis anos de atualizações nesta faixa de preço. O Galaxy A57 chega a executar o Android 16, mas só vai despedir-se da vida ativa no Android 22.
Agora a Inteligência Artificial ou, como quem diz, os Awesome Intelligence aqui presentes. Neste conjunto, a única novidade é a integração do recurso de transcrição de voz, mas atenção que este apenas funciona para gravações de voz e de chamadas. Como esperado, recursos mais avançados, como o DeX, não estão incluídos.
Câmara

O Galaxy A57 mantém a mesma câmara tripla do seu antecessor com sensor primário de 50 MP, ultra grande angular de 12 megapixéis e um macro de 5 megapixéis. Mais uma vez, a sensação é demasiado familiar, por não haver novidade.
O desempenho da câmara continua a ser bom, com as fotos a apresentarem um bom nível de detalhe e cores reais. Continuo a gostar bastante do modo retrato, por o efeito de desfocagem (bokeh) ser natural e não necessitar de edição, seja na câmara traseira ou frontal.
Sendo o Galaxy A57 uma das estrelas da companhia já merecia um upgrade significativo na sua câmara; o sensor macro, ainda que ajude na profundidade, pouco ou mais nada faz e é uma pena.
Devido ao seu desempenho sólido neste campo, este smartphone responde às necessidades básicas e diárias de fotografia exigidas pelos utilizadores mais descontraídos. Mas está longe de ser adequado para fotógrafos exigentes; se for esse o teu caso, terás de procurar outros modelos. Ainda tivemos a esperança de que com o aumento de preço, a Samsung fizesse atualizações na câmara, mas tal não aconteceu, infelizmente.
Bateria e carregamento

Ainda que marcas rivais comecem a integrar baterias maiores em modelos de gama média, a Samsung optou por manter a unidade de 5.000 mAh com carregamento rápido de 45 watts. E nem nos podemos queixar muito, já que o Galaxy S26 tem uma bateria mais pequena e carregamento menos célere.
Na prática, esta bateria de 5.000 mAh não causa ansiedade; dura, à vontade, um dia inteiro, mesmo que lhe dês um uso mais intensivo. Com uso leve, consegues chegar a um dia e meio.
E ainda bem que assim é porque carregar na totalidade este terminal leva uma hora a uma hora e 10 minutos. O consolo é que em 25 minutos consegues carregar a bateria até 50%. Isto acontece porque a meio do carregamento, o Galaxy A57 reduz a velocidade para proteger a saúde da bateria. Mas atenção que o telefone aquece um pouco durante o carregamento, por isso não te assustes.
Para quem é o Samsung Galaxy A57

O Samsung Galaxy A57 é uma compra acertada para:
- Utilizadores que dão prioridade à autonomia;
- Utilizadores que querem manter o telefone atualizado em software por vários anos;
- Utilizadores que querem qualidade de construção aliada a um design elegante;
- Utilizadores que não têm orçamento para comprar o modelo base S26.
Este não é o smartphone adequado para quem procura desempenho capaz de lidar com jogos exigentes, para quem procura o carregamento mais rápido ou para quem quer um smartphone fotográfico.
Conclusão

O Samsung Galaxy A57 não desilude ninguém e é facilmente recomendável na sua faixa de preço. Mas também não tem um fator X que nos faça apaixonar perdidamente, pela falta de novidade. Aqui impera o pragmatismo. O desempenho é sólido, mas não estonteante. A fotografia é boa, mas não deslumbrante, com o hardware a soar demasiado familiar.
A autonomia não deixa ninguém sem carga, mas o carregamento completo exige algum tempo. Os recursos IA refletem o know-how da Samsung, um dos melhores do mercado, mas são poucos e os menos avançados. A qualidade de construção e design colocam este Galaxy A57 acima da sua faixa de preço.
E por falar nisso, o Galaxy A57 chegou mais caro que o seu antecessor, ainda que não tenha (propriamente) novidades que o justifiquem, a não ser a escassez de memória RAM no mercado. Ainda assim, é um smartphone facilmente recomendável na sua faixa de preço, sobretudo se esperares dois a três meses para o preço inicial baixar. Consulta outros modelos de gama média no nosso guia melhores smartphones qualidade preço.
