
Todos os anos, milhares de pais entregam a declaração de IRS sem aproveitar na totalidade as deduções a que têm direito pelos filhos.
O motivo é simples: um campo essencial é frequentemente ignorado ou fica por preencher. E o impacto financeiro pode ser considerável, na ordem das centenas de euros por agregado.
O problema acontece sobretudo com quem opta pelo IRS Automático. A declaração pré-preenchida nem sempre inclui corretamente os dependentes, em especial quando há alterações no agregado familiar como o nascimento de um filho, uma separação ou filhos que deixaram de ser dependentes.
No IRS automático os filhos habitualmente não aparecem, pelo que muitos pais devem recusar essa opção e preencher a declaração manualmente, indicando os dependentes no Quadro 6B do Rosto da Modelo 3.
Cada dependente 'vale' 600 a 900 euros
Cada dependente com mais de três anos vale uma dedução fixa de 600 euros. Se o filho tiver três anos ou menos, esse valor sobe para 726 euros.
A partir do segundo filho com até seis anos, a dedução é de 900 euros. Trata-se de deduções que se subtraem diretamente ao imposto a pagar, não ao rendimento, o que significa que 600 euros de dedução equivalem a 600 euros a mais no reembolso.
Há ainda outro erro comum: não colocar o NIF dos filhos nas faturas de saúde e educação. As despesas de saúde e educação dos dependentes também são dedutíveis, mas só se as faturas tiverem o NIF correto.
O NIF pode ser o do pai, da mãe ou do próprio filho, mas tem de estar validado no e-Fatura dentro do prazo. Verifica ainda se os dependentes estão comunicados no Portal das Finanças, pois essa comunicação é obrigatória para que a AT os reconheça na liquidação do imposto.
