
Ao longo dos últimos meses, tive oportunidade de testar todos os modelos da Tesla disponíveis para compra em Portugal. Desde o Model 3 de tração traseira, depois o Premium e o Performance; e claro, passei pelo Model Y de tração traseira, o Premium e o Performance, bem como pelo modelo mais de recente com 7 lugares.
São automóveis que tenho elogiado bastante, muitos destes modelos com a melhor qualidade-preço nos respetivos segmentos. Mas como tudo, não estão isentos de defeitos e estes até são relativamente conhecidos por muitos dos utilizadores. E desvalorizados, ou não, de acordo com as suas prioridades.
Suporte para Android Auto/Apple CarPlay e Waze
O sistema de infoentretenimento da Tesla é provavelmente o mais bem otimizado, fluido e simples de usar da indústria. Tem aplicações como o Spotify embutidas e a navegação é ótima a fazer o planeamento de paragens e a dizer com quanta bateria chegarás ao destino.

Contudo, o facto de não ter suporte para Android Auto e Apple CarPlay é algo que pode não agradar a alguns utilizadores que preferem essa integração. Além disso, o facto de não ter a aplicação do Waze, faz com que não tenhas acesso a certos avisos de trânsito, acidentes ou de radares móveis.
Deteção de chuva
Um dos defeitos mais apontados por quem compra um novo Tesla é a utilização automática dos limpa para-brisas. E percebi porquê nos dias de chuva. Como não usam sensores, mas sim câmaras para detetar a chuva, isto faz com que o uso seja inconstante.

Por vezes começa a chover e não atuam como deve ser; e o contrário também acontece, já que podem simplesmente ligar-se de forma abrupta sem ser necessário. Isto resolver-se-ia facilmente se a Tesla usasse sensores de deteção de chuva. Em algumas situações, não usar o modo automático será o melhor a fazer.
Marchas no ecrã
Eu entendo e aprecio o minimalismo da Tesla. Mas confiar apenas no ecrã (e nos botões quase invisíveis do teto) para a troca de marchas é ambicioso. As marchas automáticas funcionam bem quando vamos a sair de um estacionamento e ao retirarmos o cinto, quando fica automaticamente em modo estacionamento (P).

No entanto, quando estamos a realizar manobras, dá muito jeito ter uma manete para alternar entre Drive (D) e marcha-atrás (R). É algo que modelos antigos da marca tinham e que a marca não fez regressar (como felizmente fez com a manete de piscas). Em nada estorvaria ter essa manete do lado direito do volante e daria jeito no dia a dia.
São contras que tenho enumerado nas minhas análises e que não seriam propriamente complicados de resolver em futuros modelos. Cada um à sua maneira, acredito que ajudariam a melhorar a experiência dos condutores.
O que também melhoraria a experiência dos condutores Tesla seria a aprovação da condução autónoma para o uso do Full Self Driving pelo Governo em Portugal. Já testámos em Amesterdão e podes ver a experiência no vídeo abaixo.