Em abril, o mapa das isenções de portagens em Portugal ficou significativamente mais alargado.
Várias autoestradas deixaram de cobrar portagens a determinados utilizadores, e existem ainda descontos específicos para pessoas com deficiência que continuam a ser subaproveitados por falta de informação.
O pior de tudo é que a maior parte destas isenções não é automática. O Orçamento do Estado para 2026 aprovou isenções de portagens em troços da A2 e da A6 para residentes e empresas com sede no Alentejo.
A medida aplica-se a residentes e empresas localizadas na região do Alentejo, nos troços da A2 entre o nó A2/A6/A13 e Almodôvar, e da A6 entre o mesmo nó e Caia.
O que é necessário?
Para usufruir da isenção, os veículos têm obrigatoriamente de estar associados a um sistema eletrónico de cobrança de portagens, como a Via Verde, que recentemente subiu os seus valores.
Mesmo tendo direito à isenção, se não tiver o dispositivo ou não fizer a associação correta, continuará a pagar portagens normalmente. A A25, entre a Costa da Prata e as Beiras Litoral e Alta, ficou igualmente isenta na totalidade.
Somam-se às ex-SCUT que já não cobram portagens desde o início do ano, incluindo a A3, A13, A22, A23, A24 e A28.
Além disso, existe um desconto de 50% nas portagens para pessoas com grau de incapacidade igual ou superior a 60%, mediante registo prévio junto dos operadores de portagem.
Este benefício existe há anos mas continua a ser pouco reclamado por falta de conhecimento. Todas as pessoas singulares e coletivas que pretendam usufruir da isenção podem fazê-lo através do site da Via Verde.
Para as pessoas com deficiência, o pedido é feito diretamente junto do operador de portagem com apresentação do atestado multiuso.
Deves ter em atenção que a isenção não é vitalícia e os beneficiários devem comprovar todos os anos que continuam elegíveis, atualizando a documentação antes de perfazer um ano.
