Facebook, WhatsApp e Instagram nunca foram tão populares!

Rui Bacelar
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Mais de 3,3 mil milhões de pessoas usam uma aplicação do grupo Facebook fazendo com que a empresa de Mark Zuckerberg atinja novos picos de popularidade. Instagram, WhatsApp, Facebook Messenger, ou Facebook, as redes sociais continuam a crescer.

O Facebook acabou o ano de 2020 muito mais forte, financeira e popularmente, provando que nem mesmo os escândalo sucessivos de privacidade abalam a confiança dos utilizadores, ou a sua adoção e utilização dos vários serviços fornecidos pela rede social.

O magnânimo ano de 2020 para o grupo Facebook

Facebook

A pandemia COVID-19 trouxe milhões de novos utilizadores e manteve os existentes ligados à Internet. Fosse para comunicar através do WhatsApp, satisfazer a curiosidade no Instagram, ou debater algum tema no próprio Facebook, a base de utilizadores cresceu.

Provando estas afirmações, o Facebook publicou recentemente o seu relatório fiscal. Aí vemos mais de 28 mil milhões de dólares em receitas, com lucros na ordem dos 11,2 mil milhões de dólares. É um aumento anual de 31% e 53%, respetivamente.

Relativamente a utilizadores as métricas são igualmente positivas. O Facebook tem mais de 1,84 mil milhões de pessoas a usar a rede social diariamente - em dezembro de 2020. É um aumento anual de 11% na base de utilização. Por mês, mais de 2,8 mil milhões de pessoas acedem pelo menos uma vez à rede social. Um aumento de 12% face ao ano anterior de 2019.

As apps do Facebook nunca foram tão populares como em 2020

Ao medir a utilização conjunta do grupo Facebook - o próprio Facebook, o WhatsApp, Messenger e Instagram, os valores são ainda mais positivos. De acordo com a empresa, as métricas de "pessoas ativas na família" superam os 2,6 mil milhões que diariamente usam uma destas aplicações. É um aumento de 15% face a 2019.

Ao mesmo tempo, a base de utilizadores mensais - que consultam pelo menos uma vez por mês estas apps, aumentou 14%. São agora mais de 3,3 mil milhões de pessoas que, mensalmente, acedem pelo menos uma vez à "família Facebook".

Trata-se de um crescimento em todas as frentes que não foi afetado pela decisão de, em outubro último, banir as publicidades políticas na plataforma. A medida foi tomada como forma de evitar possíveis influências das redes sociais nas eleições dos Estados Unidos da América.

O e-commerce é o pão que alimenta o Facebook

O impacto financeiro de tal decisão foi virtualmente nulo, algo que não causa surpresa. Note-se que é através do comércio online que o Facebook apura a maioria das suas receitas. Para tal, o Facebook segue-te até quando não usas a sua aplicação.

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O presente é dourado, mas o futuro pode ser espinhoso. Este é o âmago da mensagem transmitida por Mark Zuckerberg aos investidores agora que a gigante entre no primeiro semestre do ano.

O CEO advertiu que em 2021 será difícil manter este ritmo de crescimento, afirmando que a empresa "continuará a enfrentar incertezas significantes enquanto nos movemos entre várias correntes contrárias".

Omisso do relatório fiscal do Facebook está a grande "culpada" pela incerteza no futuro, a Apple. A esse propósito recordamos as recentes declarações de Tim Cook onde são expostos vários dos defeitos e práticas perniciosas das redes sociais.

O reforço da privacidade para os utilizadores Apple

As novas e obrigatórias etiquetas de privacidade da Apple vão alertar o utilizador em vários cenários. Primeiro, já em vigor na App Store, as aplicações mostram todas as informações a que podem aceder, um relato extenso e detalhado.

Em segundo lugar, para os utilizadores de iPhone, no sistema iOS, será dada a possibilidade de recusar esta recolha de dados. Na prática, teremos um aviso, ou prompt que dará essa opção a quem usa uma determinada aplicação. Após meses de críticas, o Facebook decidiu agir preventivamente e já apresenta estas mesmas notificações de privacidade.

O Facebook prepara uma ação judicial contra a Apple, com base no que apelida de concorrência desleal. A rede social chegou a pagar publicidade em jornal impresso para expor a Apple no que chamou de atentado às pequenas empresas.

Este mesmo "despertar" para a privacidade e uso dos seus dados foi agravado pelo êxodo do WhatsApp, com milhões de utilizadores a migrar para a Signal e Telegram.

O resultado? Uma quebra expectável nas receitas de publicidade

Perante estas medidas da Apple, o grupo Facebook prepara-se já para uma expectável redução nas receitas geradas por esta componente vital para o seu negócio. Após um ano extremamente positivo, Zuckerberg prepara já os investidores.

É provável que não consigam atingir um mesmo nível de crescimento como o registado nos primeiros meses da pandemia. Esse sendo um dos fatores que ajudaram o grupo a crescer em 2020, com milhões de pessoas confinadas. "(...) contamos com a manutenção do volume anual de receitas, ou uma ligeira desaceleração", afirma a empresa.

Enquanto isso, a empresa enfrenta também investigações musculadas por parte da Federal Trade Commission, bem como novas investigações na Europa.

Antes de ires, vê ainda três razões para desinstalar a app, face ao exposto no artigo.

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Rui Bacelar
Rui Bacelar
Na escrita e comunicação repousa o gosto, nas leis a formação. É na tecnologia que encontrou o seu expoente máximo e na 4gnews a plataforma ideal para a redação e produção de vídeo.