Um Tesla Model Y Long Range de 2025 com pouco mais de 21 mil quilómetros percorridos apresenta apenas 88% de saúde na bateria.
O caso foi partilhado publicamente pelo criador de conteúdos Branden Flasch, que recorreu ao diagnóstico oficial da própria Tesla para avaliar o estado do veículo.
O histórico do carro torna a situação ainda mais preocupante: o mesmo sistema indicava 95% de capacidade aos 9.600 quilómetros e desceu para 90% perto dos 17.700 quilómetros. A trajetória é de degradação mais rápida do que seria esperado para a distância percorrida.
O diagnóstico exigiu ligar o carro a um carregador doméstico de Nível 2 durante a noite. O sistema descarregou a bateria quase por completo antes de a carregar até aos 100%, analisando individualmente o comportamento de cada célula.
O processo demorou cerca de 12 horas e revelou uma autonomia máxima real de 486 quilómetros em carga total, menos 58 quilómetros do que o valor de fábrica.
As causas prováveis
Cerca de 57% da energia fornecida ao veículo veio de carregadores rápidos em corrente contínua, incluindo Superchargers de 250 kW. O carregamento rápido é o método mais conveniente em viagem, mas é também o que mais stress impõe às células da bateria a longo prazo.
Os restantes 43% foram assegurados por carregamento doméstico de Nível 2, que é mais suave para a bateria.
Há ainda outro fator relevante a ter em consideração. O veículo passou muitas horas estacionado ao sol com o Modo Sentinela - um sistema de segurança em que as câmaras e sensores continuam a funcionar mesmo com o carro estacionado - e também com a proteção contra sobreaquecimento do habitáculo ativos.
A proteção contra sobreaquecimento ativa automaticamente o sistema de climatização quando a temperatura interior ultrapassa os 40 graus, mesmo com o carro desligado. Ambas as funcionalidades consomem bateria de forma contínua e geram esforço adicional sobre as células.
A opinião dos especialistas
Porém, nem tudo são más notícias. Isto porque de acordo com vários especialistas em veículos elétricos apontam que a maior parte da degradação tende a ocorrer nos primeiros meses de uso, estabilizando progressivamente quando a bateria atinge cerca de 90% de capacidade.
