
Os dados oficiais do Barómetro do Estado das Telecomunicações em Portugal referente ao ano de 2025, publicados pela plataforma Consumers Trust e pelo Portal da Queixa, mostram quais as falhas no setor. O mercado registou um aumento histórico de 37% no volume de reclamações e ultrapassou a barreira das 14 mil ocorrências e vão encontro dos dados divulgados pela ANACOM.
Operadoras lowcost recebem mais queixas: DIGI concentra 74,94%
O segmento das operadoras de baixo custo foi o principal motivo deste aumento e as queixas nesta categoria dispararam 271,65%. A DIGI Portugal é a grande responsável por esta subida, já que concentra uns impressionantes 74,94% de todas as reclamações feitas no universo low cost.
A razão principal para este volume atípico de problemas prende-se com o crescimento de mercado demasiado acelerado da marca, que atraiu uma adesão em massa que acabou por ultrapassar largamente a sua real capacidade operacional e logística para dar resposta atempada aos clientes.
WOO destaca-se pela positiva com índice de satisfação de 92,5%
Apesar do cenário na nova operadora, existem exemplos positivos neste mesmo segmento de preços reduzidos. Marcas como a WOO, a UZO e a Amigo mostram que é possível oferecer mensalidades atrativas sem um tão grande volume de queixas. A WOO, para a qual mudei recentemente, destaca-se inclusivamente como a grande referência atual do setor, com um índice de satisfação fixado nos 92,5%.
No lado das operadoras tradicionais, a divisão das queixas mantém a tendência histórica de domínio das três grandes empresas. A MEO, a NOS e a Vodafone representam em conjunto 94% de todas as reclamações reportadas neste segmento.
Para teres uma noção precisa da distribuição dos problemas entre as principais operadoras premium, podes consultar a tabela oficial:
Reclamações no segmento premium em 2025
| Operadora | Quota de reclamações |
|---|---|
| MEO | 38,30% |
| NOS | 32,98% |
| Vodafone | 23,17% |
Os motivos que têm levado a reclamações nestas operadoras também estão bem identificados no documento e as causas de insatisfação dividem-se em três grandes grupos:
- O atendimento ao cliente lidera de forma destacada as queixas, com 38,19% dos casos reportados;
- As cobranças indevidas ou problemas de faturação representam 22,10% das participações;
- As falhas técnicas de serviço afetam diretamente 17,01% dos consumidores lesados.
No campo específico das comunicações móveis, o relatório assinala uma mudança estrutural na forma como olhas para o teu telemóvel e para a rede que utilizas. As questões ligadas à privacidade e segurança de dados dispararam, já que representam agora 45,34% das preocupações. Do ponto de vista meramente geográfico, as regiões de Lisboa e Porto concentram quase metade do volume total de protestos de telecomunicações.
