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Estas são as piores e as melhores operadoras em Portugal segundo a ANACOM

As queixas no setor das telecomunicações voltaram a subir em Portugal, mas os dados da ANACOM trazem surpresas. Há operadoras a ver o descontentamento disparar e outras com quedas históricas. Descubra quem ganhou e quem perdeu neste trimestre.

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Internet fibra
Foto de Austin Distel

Se sentiste que a tua internet falhou mais ou que o apoio ao cliente demorou uma eternidade a atender este ano, não és o único. A ANACOM revelou os dados do primeiro trimestre de 2026 e os números não mentem: as reclamações voltaram a aumentar e há operadoras em caminhos opostos.

O pódio das queixas: MEO sobe, Vodafone desce

No início de 2026, a entidade reguladora registou cerca de 29,1 mil reclamações no setor, um acréscimo de 7% face ao mesmo período de 2025. Mas o que importa aqui é saber quem são as "culpadas" no campeonato das telecomunicações:

  • MEO: Foi a prestadora mais reclamada em termos absolutos (7 mil queixas). O dado mais impressionante é que as reclamações contra a MEO dispararam 49% face ao ano passado.
  • NOS: Surge em segundo lugar no volume total (5,5 mil queixas), mas detém a taxa de reclamação mais elevada do mercado, com 1,9 queixas por cada 1000 clientes.
  • Vodafone: A grande vencedora do trimestre. Foi a única das grandes a conseguir reduzir o descontentamento, com uma descida de 20% nas reclamações.

Nota: Apesar do aumento súbito, a MEO ainda mantém a menor taxa de reclamações proporcional (1,6 por 1000 clientes), devido à sua enorme base de utilizadores.

O "fenómeno DIGI"

Enquanto as gigantes se batem, a DIGI parece ter encontrado a fórmula para acalmar os ânimos. As reclamações dirigidas a este grupo caíram uns impressionantes 42%. Atualmente, representam apenas 5% do total de queixas no país, o que mostra uma tendência de estabilização que pode começar a preocupar as três grandes operadoras.

O grande vilão: "Avaria em reparação..."

Se tiveste de esperar dias por um técnico, o relatório da ANACOM explica o porquê. Pelo quinto trimestre consecutivo, a demora na reparação de falhas é o principal motivo para os portugueses avançarem com uma reclamação escrita.

Este problema representa 29% de todas as queixas, um salto de 18 pontos percentuais. E de quem é a culpa, afinal? Segundo o relatório, os fenómenos meteorológicos extremos que fustigaram as infraestruturas de rede no início do ano e dificultaram a vida às equipas técnicas.

Na MEO, este motivo representou 34% das queixas, na NOS fixou-se nos 27% e na Vodafone nos 26%.

Outros motivos que irritam os utilizadores:

  1. Internet fixa: Falhas constantes no acesso ao serviço.
  2. Televisão: Quebras no sinal de TV por subscrição.
  3. Faturação: Cobrança de serviços não prestados (subiu 3%).

O mercado está a mudar

Estes dados mostram que a estabilidade das redes em Portugal continua muito dependente de vários fatores, como a meteorologia, mas revelam também uma mudança de postura nos consumidores.

Com a Vodafone a conseguir estancar as queixas e a DIGI a registar uma descida acentuada, a pressão do lado da MEO e da NOS aumenta. Numa altura em que a fidelização e o preço ditam as escolhas, o serviço ao cliente e a rapidez na resolução de avarias podem mesmo ser o fator de desempate na hora de escolher a próxima operadora.

Lê também: Fidelizado à MEO, NOS ou Vodafone? O truque legal que as operadoras não te contam.

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Rodrigo Vieira
Rodrigo Vieira
Licenciado em Ciências da Comunicação pela Universidade Autónoma de Lisboa, é redator na 4gnews com 10 anos de experiência em conteúdo online. Apaixonado por tecnologia e gaming, acompanha as novidades do setor e cria análises e guias para ajudar os leitores a fazer escolhas informadas. Nunca sai de casa sem o telemóvel, porque sem GPS dificilmente chega ao destino.