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União Europeia quer afastar Huawei e ZTE das redes. O que isto implica?

Bruxelas prepara novas regras que podem obrigar operadoras a trocar infraestruturas e isso pode refletir-se no preço, na velocidade do 5G e na segurança das ligações em Portugal.

huawei store
Foto de P. L. na Unsplash

A Comissão Europeia quer apertar o cerco à presença de fornecedores considerados de risco nas redes europeias. A recomendação passa por afastar equipamentos da Huawei e da ZTE das infraestruturas de telecomunicações dos Estados-membros.

Esta posição surge numa altura em que Bruxelas discute novas regras que podem dar poder direto para bloquear empresas vistas como ameaça à segurança. Não há ainda uma lista oficial de nomes, mas o alvo está longe de ser um mistério.

A Europa quer redes mais seguras e menos dependentes

A revisão do Cybersecurity Act encaixa numa estratégia mais ampla. A ideia passa por reduzir riscos nas redes móveis e limitar a dependência de tecnologia vinda de países terceiros, explica a Reuters.

O foco está sobretudo no universo do 5G, que já é a espinha dorsal do crescimento das telecomunicações. Quanto mais crítica é a infraestrutura, maior a preocupação com quem a constrói.

Cada país da União Europeia terá de fazer a sua própria avaliação e aplicar medidas. Isso pode significar retirar equipamentos já instalados, não apenas bloquear novos contratos.

A China reage e tensão sobe de tom

Do lado chinês, a resposta não tardou. Há avisos de possíveis medidas de retaliação, com críticas à abordagem europeia, vista como discriminatória.

Este braço de ferro não acontece no vazio. É mais um capítulo numa disputa tecnológica global onde segurança, política e economia andam de mãos dadas.

O que muda para os portugueses?

Para nós, consumidores, o impacto não é imediato, mas também não é inexistente.

  • Custos podem subir
    Se as operadoras tiverem de substituir equipamentos, esse investimento não desaparece. Pode refletir-se em preços ou em menos ofertas agressivas.
  • Expansão do 5G pode abrandar
    A troca de fornecedores não acontece de um dia para o outro. Algumas zonas podem demorar mais a ter cobertura total.
  • Mais segurança nas redes
    Este é o argumento central. Menos risco de interferência externa e maior controlo sobre infraestruturas críticas.
  • Efeito indireto na tecnologia
    Tensões com a China podem mexer com preços e disponibilidade de equipamentos tecnológicos no geral.

No fim, é um equilíbrio delicado. Mais segurança quase sempre custa mais dinheiro e tempo. Esta decisão afeta apenas infraestruturas de rede. Os aparelhos da Huawei e da ZTE não são afetados com esta decisão, e continuarão no mercado europeu.

Vê aqui os novos telemóveis da Huawei que vão chegar a Portugal e que tu não vais querer perder.

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Rodrigo Vieira
Rodrigo Vieira
Licenciado em Ciências da Comunicação pela Universidade Autónoma de Lisboa, é redator na 4gnews com 10 anos de experiência em conteúdo online. Apaixonado por tecnologia e gaming, acompanha as novidades do setor e cria análises e guias para ajudar os leitores a fazer escolhas informadas. Nunca sai de casa sem o telemóvel, porque sem GPS dificilmente chega ao destino.