
Os smartwatches são uns verdadeiros facilitadores para a prática de uma vida mais saudável e ativa. Mas por serem usados 24 horas durante os sete dias da semana, podem levantar desafios. Nomeadamente serem demasiado invasivos com os alertas ou transformarem um projeto de uma vida mais ativa numa obsessão.
Com o meu primeiro smartwatch, cometi vários erros. Mas aprendi lições cruciais para uma utilização regrada beneficia os dois: utilizador e smartwatch.
O fenómeno do "spam" no braço
O erro número um de quase todos os novos utilizadores é manter as definições de fábrica: todas as notificações ligadas. De repente, cada "gosto" no Instagram ou mensagem num grupo secundário de WhatsApp faz o pulso vibrar.
Aprendi que o relógio deve servir para filtrar o que é urgente, não para replicar o ruído do telemóvel. Segui o conselho de alguns especialistas e configurei o smartwatch apenas para chamadas e mensagens diretas. Passei a viver com mais tranquilidade e muitas menos distrações.
A ditadura dos passos
A obsessão pelos números é o segundo grande obstáculo. Muitos utilizadores sentem frustração genuína ao não atingirem a meta mítica dos 10.000 passos. Há também tendência para dar demasiada atenção ao contador de calorias.
Para viver em paz com estes números, é preciso entender o funcionamento dos dispositivos. Em primeiro lugar, os sensores têm margens de erros variáveis – ainda que estejam cada vez mais precisos.
Nesse sentido, passei a concentrar-me nas métricas semanais e não apenas diárias. Utilizando estes números, percebi efetivamente em que pontos estava a melhorar e em que pontos me devia concentrar na semana seguinte. Mas confesso que ainda hoje, diariamente, sinto uma compulsão para preencher na totalidade os anéis de atividade.
Gestão da bateria
Esquecer de carregar o dispositivo antes de dormir é o erro que invalida uma das funções mais populares: a monitorização do sono. Além disso, o uso indiscriminado do GPS drena a bateria de forma desnecessária.
A solução passa pela criação de uma rotina de carregamento estratégica. Passei a carregar o smartwatch durante o banho ou enquanto tomava o pequeno-almoço. Estes dois momentos revelaram-se suficientes para um carregamento a 100% e, sobretudo, eficientes a evitar que perdesse a monitorização do sono à noite.
Outro truque que aprendi foi a limpar, regularmente, o sensor traseiro com algodão e álcool, para garantir higiene (claro), mas mais precisão. Também não uso a bracelete demasiado apertada para evitar alergias, causadas pelo suor pressionado contra a pele.
Com estas dicas consegui transformar o smartwatch num companheiro motivador para a prática de uma vida mais ativa e saudável, sem me elevar os níveis de stress.Se estás à procura de um novo smartwatch acessível consulta o nosso guia melhores smartwatches abaixo dos 150 €.

