Apesar de ter interessado muitos utilizadores pela proposta de levar a monitorização de saúde a mais pessoas sem necessidade de subscrição, a nova pulseira da Google, Fitbit Air, não é para todos.
Tamanho único gera queixas em pulsos mais pequenos
Recentemente, utilizadores do Reddit publicaram queixas sobre o tamanho único da pulseira, que fica grande demais nos seus pulsos, o que não garante leituras de saúde precisas.
Na rede social de fóruns, uma utilizadora partilhou fotos do rastreador mostrando que este fica muito grande para o seu pulso (via Android Police). As imagens mostram que tanto a pulseira de fio de poliéster e elastano reciclado como a de silicone ficam desproporcionais em pulsos menores, deixando um espaço considerável entre a pele e o wearable.
Com estas críticas em vista, a Google terá de encontrar formas de melhorar a construção da pulseira. O mais indicado seria que a empresa fabricasse modelos com tamanho reduzido, mas este problema também poderia ser resolvido numa versão futura do rastreador com um ajuste melhor de tamanho, para que os utilizadores pudessem deixar a pulseira menos folgada.
Para tentar resolver este problema, utilizadores do Reddit sugeriram a utilização da pulseira noutras partes do corpo, como nos bíceps e tornozelos. Porém, como o dispositivo não foi projetado para ser utilizado nestas regiões do corpo, a monitorização de saúde deve tornar-se muito imprecisa e as atividades físicas também não devem ser registadas tão bem.
A polémica transição para o Google Health
Além do tamanho do dispositivo, os proprietários da Fitbit Air têm reclamado do novo software da pulseira. Anteriormente, os dispositivos Fitbit utilizavam a app Fitbit, mas, com o lançamento do modelo Air, a Google encerrou a aplicação e substituiu-a pelo Google Health, que não foi bem recebido pelos utilizadores.
Conforme reportou o Mashable, os utilizadores também reclamaram que o Google Health é menos intuitivo e personalizável do que a antiga aplicação. Além disso, a nova plataforma não sincroniza com as informações da app Fitbit, o que fez com que perdessem dados antigos de monitorização.
Também há reclamações sobre IA, com utilizadores a dizerem que a aplicação força o uso da tecnologia e atrapalha a visualização de dados e informações sobre atividades físicas.
Atrasos no emparelhamento afetam o Android
Outro problema relatado pelos compradores da pulseira é o emparelhamento com dispositivos Android. Isto acontece porque a Fitbit Air necessita da versão 5.0 da aplicação para ser emparelhada com os smartphones, e a disponibilização desta versão está atrasada para dispositivos Android. O problema não se verifica para utilizadores de iPhone, pois a versão do Google Health já foi amplamente disponibilizada para o iOS.
A Google pronunciou-se sobre a disponibilização da nova versão, referindo que está a enfrentar problemas de distribuição, mas garantiu que está a fazer o possível para que o Google Health 5.0 esteja disponível para todos os utilizadores Android em breve.
