
Os smartwatches deixaram de ser meros acessórios para notificações de telemóvel. Hoje, são autênticos laboratórios de saúde portáteis. Através de sensores avançados e algoritmos de inteligência artificial, o meu "companheiro de pulso" recolhe uma quantidade de dados tão vasta que, por vezes, sabe mais sobre o meu estado físico do que eu própria.
Se, como eu, usas todos os dias um smartwatch no pulso, descobre as cinco coisas que o dispositivo sabe sobre ti e como podes usar isso a teu favor.
1. O nível de stress em tempo real
Já recebeste um aviso a sugerir que fizesses um exercício de respiração num momento de tensão? Não é coincidência. Através da Variabilidade da Frequência Cardíaca (VFC) — o intervalo de tempo entre cada batida do coração —, o smartwatch consegue detetar quando o teu sistema nervoso está em estado de "luta ou fuga". Um intervalo constante e pouco variável é, geralmente, um sinal de que o teu corpo está sob pressão. Eu já recebi o alerta e fiz o exercício de respiração que resultou.
2. A "idade" real do coração
Podes ter 30 anos, mas o teu coração pode estar a comportar-se como o de uma pessoa de 45 (ou de 20!). Através do VO2 Máximo (a capacidade do teu corpo de consumir oxigénio durante o exercício), o teu smartwatch estima a tua aptidão cardiovascular.
Este dado é um dos melhores indicadores de longevidade e saúde a longo prazo, permitindo também ajustar o treino para "rejuvenescer" o músculo cardíaco.
3. Antecipar a doença
O meu smartwatch já me informou sobre uma subida na frequência cardíaca em repouso ou na temperatura da pele dias antes de eu sentir os primeiros sintomas de uma gripe ou constipação.
Como o relógio monitoriza os padrões base, qualquer desvio ligeiro mas persistente pode ser o primeiro sinal de alerta de que o sistema imunitário está a combater uma ameaça.
4. A verdadeira qualidade do sono
Dormir 8 horas não é o mesmo que descansar 8 horas. O smartwatch utiliza acelerómetros e sensores de batimento cardíaco para distinguir entre as fases do sono: ligeiro, profundo e REM.
O dispositivo sabe quantas vezes eu acordo durante a noite (mesmo que não me lembre) e se o meu corpo recuperou efetivamente do esforço físico e mental do dia anterior.
5. Risco de queda ou arritmias
Gadgets modernos incluem funcionalidades de Eletrocardiograma (ECG) e deteção de queda. O meu relógio sabe se o meu ritmo cardíaco está irregular (como na fibrilhação auricular) e pode até enviar um alerta de emergência com a minha localização GPS se detetar um impacto súbito seguido de imobilidade. Para muitos utilizadores seniores, esta é a funcionalidade que literalmente salva vidas.
Embora nenhum smartwatch substitua um diagnóstico médico profissional, a verdade é que estes dispositivos oferecem um mapa detalhado da nossa biologia. Ao aprenderes a ler estes cinco sinais, deixas de apenas "usar" um relógio e passas a ter um gestor de saúde pessoal.
