O termoacumulador é um dos aparelhos mais silenciosos de casa, mas também um dos maiores consumidores de energia. Está ligado 24 horas por dia, aquece dezenas de litros de água e mantém-nos quentes mesmo quando ninguém os usa.
O problema é que a grande maioria dos portugueses nunca tocou no termóstato do aparelho desde que foi instalado. É exatamente aí que está o erro que pode estar a duplicar o gasto de eletricidade.
Muitos termoacumuladores são instalados com a temperatura definida para os 70 ou 75 graus. Esta definição, que nunca é questionada, faz com que o aparelho aqueça a água a uma temperatura muito superior à necessária para um duche confortável, que ronda os 40 a 42 graus.
Qual a temperatura ideal para o termoacumulador?
O resultado é que depois de cada utilização és obrigado a misturar muita água fria para baixar a temperatura, desperdiçando toda a energia que foi gasta a aquecer essa água em excesso.
Por cada 10 graus que reduzires na temperatura de armazenamento, podes poupar entre 15% a 20% na energia consumida pelo aparelho, o que pode representar dezenas de euros por ano.
A temperatura ideal de armazenamento para um termoacumulador situa-se entre os 55 e os 60 graus. No verão, 55 graus são suficientes. No inverno, 60 graus garantem conforto.
Há um segundo erro
A Wase, empresa especialista de engenharia no sector da água, alerta que a temperatura nunca deve baixar dos 55 graus, para prevenir o risco de proliferação de bactérias como a Legionella em águas estagnadas.
Há ainda um segundo erro frequente: manter o termoacumulador sempre ligado em horário de pico elétrico.
Quem tem tarifa bi-horária pode programar o aparelho para aquecer a água durante as horas de vazio, normalmente entre as 22h e as 8h, quando a eletricidade é mais barata. E não te esqueças de o desligar quando fores de férias. São ajustes simples que fazem uma diferença real na fatura.
