Com o calor (neste fim de semana milhares de portugueses aproveitaram para ir à praia) ou o frio, o ar condicionado é um dos melhores amigos de milhares de portugueses. Porém, é também um dos aparelhos que mais pesa na fatura da eletricidade.
Ainda assim, em muitos casos, não é o equipamento per si que é o problema; é sim a forma como o usas. Existe um erro que a grande maioria dos portugueses comete e que pode literalmente duplicar os custos mensais.
O erro mais frequente é definir temperaturas demasiado extremas. Todos nós já ligámos o ar condicionado na temperatura mínima no verão ou máxima no inverno. Aquele fresquinho imediato numa tarde de calor insuportável ou aquele quentinho aconchegante num dia de frio extremo são impagáveis!
No entanto, acarreta custos. É que este comportamento obriga o motor a trabalhar mais para atingir o nível desejado, o que resulta num consumo de energia muito superior.
A DECO recomenda entre 24 e 26 graus Celsius no verão, e entre 20 e 22 graus no inverno. Cada grau adicional além do recomendado aumenta o consumo em cerca de 8%.
O segundo erro que provavelmente estás a cometer
Além disso, existe ainda um segundo erro igualmente caro: ligar e desligar o aparelho várias vezes ao dia.
Ao contrário do que muitos pensam, esta prática consome mais energia do que manter o aparelho ligado a uma temperatura moderada, porque cada arranque exige um pico de consumo extra.
Por fim, a limpeza dos filtros é outro fator decisivo que a maioria ignora. Um filtro sujo compromete a eficiência do equipamento e obriga-o a trabalhar mais para atingir a temperatura desejada, refletindo-se diretamente na fatura.
A recomendação dos especialistas é que limpes os filtros pelo menos uma vez por mês durante os períodos de maior uso.
Também no caso do ar condicionado no carro existe um intervalo de temperatura ideal, conforme dá conta o Automóvel Club de Portugal (ACP).
