Para além de um serviço gratuito do IMT que te poupa dinheiro na inspeção, há uma outra situação na oficina que certamente já aconteceu e que muitos condutores não estão a par.
Antes da levares o carro à inspeção, levaste-o a uma oficina (da tua confiança) para uma revisão. Foram identificados alguns problemas e tiveste de pagar essas reparações precisamente para que não exista qualquer problema na inspeção (que agora tem novas regras).
Porém, apesar de o carro ter passado na inspeção, poucos dias depois descobriste que o problema continua ou até que apareceu um defeito novo.
O que poucos sabem é que a lei portuguesa prevê uma proteção para este tipo de casos.
Em suma, se um veículo sai de uma oficina com um defeito que esteja diretamente relacionado com o trabalho que esteva a ser feito, o cliente tem direito a uma inspeção gratuita para verificar a origem do problema.
Este direito decorre das regras gerais de garantia em serviços previstas na legislação de defesa do consumidor.
Como funciona?
Na prática, se o defeito surgir num prazo razoável após a reparação e existir uma ligação plausível com a intervenção feita, o consumidor pode exigir que a oficina corrija o problema sem custo adicional.
Isso inclui o diagnóstico para apurar se o defeito é mesmo consequência do trabalho realizado. O prazo de garantia em reparações de veículos é, regra geral, de um ano para peças e serviços.
Durante este período, cabe à oficina provar que o defeito não está relacionado com a intervenção feita. Para exercer este direito, o condutor deve guardar sempre a fatura detalhada do trabalho realizado.
Se surgir um problema, deve contactar a oficina por escrito, descrevendo o defeito e invocando expressamente o direito de garantia. Se a oficina recusar, o próximo passo é o Centro de Arbitragem de Conflitos de Consumo ou a DECO.
