
Quem usa a Via Verde (atenção que a app vai sofrer enormes mudanças) com regularidade assume que o valor debitado está sempre correto. Não está necessariamente.
Existem dois erros recorrentes que afetam um número significativo de condutores e que passam despercebidos precisamente porque os extratos de conta não discriminam o suficiente para os tornar óbvios.
O primeiro é a cobrança de classe errada. Veículos híbridos plug-in com tração integral, como certos SUVs, têm direito a ser classificados como Classe 1 quando utilizam a Via Verde, mas há registos frequentes de cobranças feitas a Classe 2, ou seja, aproximadamente o dobro do valor devido.
O agravante, como nota a reclamação citada, é que os extratos apenas indicam "Portagens" sem mencionar a classe cobrada, o que torna o controlo difícil e moroso.
O que fazer em caso de erros?
O segundo erro é a leitura incorreta de matrícula. Os sistemas de leitura ótica nos pórticos falham e há casos documentados de condutores a receber cobranças por passagens em autoestradas que nunca utilizaram.
Quando não é possível identificar o ponto de entrada na autoestrada, o valor cobrado corresponde ao máximo cobrável no local de saída, ao qual se soma um custo adicional por passagem.
Este custo extra é fixado por lei e pode transformar uma portagem de centavos numa cobrança de vários euros. Se suspeitares de erro, O primeiro passo é consultar o extrato detalhado da conta Via Verde e cruzar com as deslocações realizadas.
Se houver discrepância, a reclamação deve ser feita diretamente à Via Verde ou à concessionária responsável pela via. O canal online é o mais eficiente e permite submeter o pedido com os dados da passagem.
Não há garantia de resposta rápida, mas a reclamação formal cria um registo que pode ser escalado para a DECO ou o Portal da Queixa caso não haja resolução.
