Xiaomi pode resolver um dos maiores problemas dos smartphones Android

Rui Bacelar
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Os próximos smartphones a serem colocados no mercado pela Xiaomi podem contar com um novo tipo de leitores de impressões digitais a ocupar o ecrã inteiro. Tudo se deve à nova solução patenteada pela tecnológica chinesa que pode melhorar a precisão e facilidade de desbloqueio com recurso ao sensor embutido no ecrã.

Com efeito, a supracitada tecnologia permitirá incorporar um leitor de impressões digitais em toda a superfície útil do ecrã. Desse modo, toda a área frontal poderá detetar, bem como reconhecer e autenticar as nossas impressões digitais para desbloquear mais rapidamente o dispositivo móvel, além de autenticar operações.

Numa nota pessoal, este é um dos maiores problemas atuais dos smartphones Android dotados de leitor embutido no ecrã. Face aos leitores "antigos", implementados na traseira ou lateral do smartphone, a velocidade de desbloqueio não é a mesma, nem a sua precisão. Além disso, acabamos por deixar o. ecrã mais sujo com dedadas, por exemplo.

Patente da Xiaomi promete melhorar a forma como desbloqueamos os smartphones

Xiaomi

Atualmente, temos que recorrer a uma área ou zona específica do ecrã para colocar o nosso dedo. É precisamente isto que pode mudar com a patente submetida pela Xiaomi, passando todo o ecrã a poder desempenhar essa função.

Note-se, aliás, que também a Huawei submeteu uma patente similar em agosto de 2020, aplicando-a a vários mercados como a Europa, China e os Estados Unidos.

Por outro lado, recordamos que também a Qualcomm tem feito vários desenvolvimentos nessa área, tal como demos a conhecer recentemente na 4gnews.

Todo o ecrã dos smartphones Xiaomi poderá reconhecer impressões digitais

Xiaaomi

A patente foi submetida na base de dados chinesa competente no passado dia 4 de janeiro e mostra uma tecnologia que funcionará através de LED's infravermelhos. Terá, portanto, emissores e refletores incorporados entre a camada capacitiva do ecrã.

Na prática, os transmissores LED detetarão a impressão digital através da camada capacitiva do ecrã sem alterar a apresentação da imagem em ecrãs AMOLED. Em seguida, os recetores infravermelhos registarão e procederão à comparação entre o padrão de impressões digitais lido e o padrão registado e autenticado.

Por fim, após este processamento de dados, o dispositivo será, ou não, desbloqueado consoante o caso concreto.

Apenas se iluminará a porção de ecrã onde pousar o dedo

Xiaomi

A fim de poupar bateria e os olhos do utilizador, a tecnologia prevê uma iluminação seletiva da zona de ecrã onde o utilizador pousar o dedo para autenticação. Desse modo, ao reconhecer a pressão, ao estar bloqueado, o telefone ativará os LED's infravermelhos e todo o sistema de reconhecimento de impressões digitais.

Assim, o restante ecrã permanecerá desativado, preservando energia da bateria e não incomodando o leitor. Uma analogia possível para este sistema seria um sistema de Face ID, similar ao da Apple, mas aplicado ao ecrã, não para reconhecer rostos, mas sim os padrões únicos das nossas impressões digitais.

Note-se, por fim, a alta improbabilidade de esta tecnologia ser implementada em breve nos smartphones Xiaomi. Contudo, permaneceremos atentos aos desígnios da fabricante chinesa para esta importante tecnologia.

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Rui Bacelar
Rui Bacelar
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