Tribunal obriga os EUA a remover a Xiaomi da sua lista negra

Carlos Oliveira
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A poucos dias de abandonar o cargo, o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, colocaria a Xiaomi e outras empresas chinesas numa lista que visava impedir investimento americano nas mesmas. Agora, uma instância judicial de Washington bloqueia esta decisão.

Os entraves provocados pela decisão emitida pelo Departamento do Comércio deveriam ter efeito prático a partir da próxima semana. Contudo, esta decisão impede que os bloqueios sejam aplicados à Xiaomi.

Tribunal americano dúvida dos fundamentos que colocaram a Xiaomi na lista negra

A anterior administração alegou ligações da Xiaomi ao exército chinês para a colocar na sua lista negra. Esta decisão visava impedir futuros investimentos americanos na empresa e aconselhava a remoção das participações já existentes.

Xiaomi

Desde a assinatura deste documento que a Xiaomi se insurgiu contra o mesmo. A tecnológica sempre catalogou esta decisão como ilegal e infundada, tendo recorrido aos tribunais para a inverter.

A decisão libertada pelo tribunal distrital de Washington, na sexta-feira (12), vem dar razão às alegações da Xiaomi. "O tribunal está um tanto cético quanto ao fato de que importantes interesses de segurança nacional estejam realmente implicados aqui."

Com esta deliberação, o tribunal americano coloca em pausa a entrada em vigor do decreto que impediria investimento americano na Xiaomi. Contudo, a tecnológica chinesa não se mostra totalmente satisfeita com esta conclusão.

Xiaomi quer a reversão completa do estatuto em que foi colocada

O próximo passo da Xiaomi será invocar uma revogação permanente das alegações que a ligavam ao exército chinês. Esta catalogação foi, na opinião da tecnológica, ilegal e, como conseguinte, só descansará quando a mesma desaparecer de vez.

Na opinião do juiz que emitiu decisão favorável à Xiaomi, esta tem tudo para ganhar também esse processo judicial. Ademais, o decisor americano emitiu uma injunção inicial para prevenir que a queixosa sofra "danos irreparáveis".

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Carlos Oliveira
Carlos Oliveira
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