Se atualizaste o teu Xiaomi para o HyperOS 3 e reparaste que a zona em redor do recorte da câmara frontal parece estar a desaparecer ou a ficar mais ténue com o uso prolongado, não entres em pânico.
Felizmente, não se trata de um defeito do ecrã nem de um problema de software. É mesmo uma funcionalidade introduzida pela gigante chinesa, explica um blogger especialista em tecnologia.
Com o lançamento do HyperOS 3, a Xiaomi introduziu o Hyper Island, uma funcionalidade dinâmica de interface que otimiza a área em redor do recorte superior do ecrã.
Qual a necessidade deste 'fade out'?

O Hyper Island permite apresentar e alternar até três tarefas em segundo plano em simultâneo, como temporizadores, gravações ou informações de viagem, sem que interfiram entre si, utilizando tipografia ultra-estreita personalizada.
O problema é que o Hyper Island exibe elementos visuais estáticos sempre na mesma posição no topo do ecrã.
Em painéis OLED mais antigos, isso cria um risco elevado de retenção de imagem, o conhecido burn-in, uma degradação permanente dos pixéis que fica visível mesmo quando o ecrã está desligado.
Para combater este problema, o software monitoriza ativamente o envelhecimento dos painéis mais antigos.
Todos os modelos têm esta funcionalidade?
Quando um elemento do Hyper Island é exibido de forma estática durante um período prolongado, o algoritmo atenua subtilmente os gráficos, provocando esse desvanecer que muitos utilizadores confundiram com um bug.
Os modelos mais recentes da Xiaomi (posso confirmar que acontece no POCO M6 Pro) utilizam tecnologias de ecrã modernas que resistem naturalmente ao burn-in, pelo que tal não é necessário nesses dispositivos.
No entanto, tal não se aplica aos modelos mais antigos. Como tal, este ligeiro desvanecer visual é uma boa notícia para a preservação a longo prazo do hardware.
