A Tesla fez uma mudança silenciosa mas com consequências práticas importantes para quem quer aceder ao sistema de condução autónoma na Europa.
O pacote Full Self-Driving, conhecido como FSD, deixa de estar disponível como compra única e vitalícia. A mudança já está em vigor também no site da marca.
A partir de agora, quem quiser usufruir das capacidades de assistência à condução terá de pagar uma mensalidade recorrente.
O modelo de subscrição divide-se em dois patamares. Quem parte do zero paga cerca de 99 euros por mês pelo pacote FSD completo.
Quem já tem o sistema intermédio Autopilot Aperfeiçoado instalado no veículo paga 49 euros mensais para aceder às funcionalidades adicionais do FSD.
A mudança alinha a Europa com o mercado norte-americano, onde este modelo já estava em vigor.
O que acontece a quem já comprou o FSD?
Os proprietários que adquiriram o pacote antes desta alteração mantêm o direito de utilização vitalícia associado ao chassis do veículo, sem qualquer custo adicional. A mudança afeta exclusivamente os novos utilizadores.
Este movimento da Tesla não é um caso isolado. A indústria automóvel está a adotar progressivamente o modelo de software como serviço, em que o hardware já está presente de fábrica mas as funcionalidades ficam bloqueadas até ao pagamento de uma subscrição mensal.
No caso da Tesla, todos os veículos saem equipados com as câmeras e processadores necessários para o FSD, mas o sistema permanece inativo sem subscrição ativa.
Apesar do nome, o FSD continua a ser classificado como um sistema de nível 2 de autonomia. Como tal, a supervisão humana é obrigatória em todos os momentos. (Ainda) não é condução totalmente autónoma.
Países Baixos e Lituânia foram os primeiros países europeus a dar o pontapé de saída do tão aguardado FSD. Por enquanto, a Tesla aguarda regulação nos restantes países da União Europeia, com Portugal incluído.
Aproveita e fica também a saber onde será o próximo local dos Superchargers da Tesla no nosso país.
