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Se achas os carros elétricos estranhos, isto vai mudar a tua opinião

Aerodinâmica, grelha frontal e novas plataformas são alguns dos pontos na origem de o design dos carros elétricos ser "estranho" para muitos.

tesla
Tesla Model 3

Cada vez vemos mais carros elétricos nas estradas portuguesas. Na verdade, são 38% os veículos eletrificados novos vendidos no nosso pais. No entanto, há uma perceção comum entre muitos condutores: vários modelos parecem… diferentes. Para alguns, até “feios”.

Mas esta tendência está longe de ser uma escolha estética. Na verdade, há razões técnicas, funcionais e até estratégicas por trás destas linhas fora do convencional.

Aerodinâmica é o fator predominante na escolha do design

Num carro elétrico, cada detalhe é essencial para maximizar a autonomia. Ao contrário dos veículos a combustão, onde pequenas perdas podem passar despercebidas, a eficiência energética é sempre algo a ter em conta.

Modelos como o Tesla Model 3 ou o Polestar 4 mostram bem esta abordagem. Apresentam linhas suaves, superfícies limpas e uma silhueta quase “escultural”. O objetivo é reduzir a resistência ao ar ao máximo possível. Não é à toa que os puxadores, por exemplo, são salientes. E nenhum deles limpa vidros traseiro (o Polestar 4 nem vidro tem).

O resultado é um aspeto visual que foge ao que durante décadas foi considerado “normal”.

Polestar 4
Polestar 4

O desaparecimento da grelha frontal

Outro elemento que contribui para esta perceção é a ausência (ou reinvenção) da grelha frontal. Nos carros a combustão, esta peça é essencial para arrefecer o motor. Já nos elétricos, essa necessidade é bastante reduzida. Consequentemente, os designers têm mais liberdade, mas também um desafio.

Como é que se pode preencher visualmente uma frente que já não precisa de “respirar”? Em muitos casos, isso acaba por traduzir-se num aspeto mais minimalista ou até estranho para quem está habituado aos padrões tradicionais.

Novas plataformas, novas proporções

Os carros elétricos são frequentemente construídos sobre plataformas dedicadas, o que altera significativamente as proporções. Com baterias colocadas no piso, os fabricantes conseguem:

  • encurtar o capô
  • aumentar o espaço interior
  • alongar a distância entre eixos

O BMW i3 original é um exemplo claro desta abordagem. Foi lançado como um projeto disruptivo, apresentou desde cedo um design que dividiu opiniões, mas que refletia uma arquitetura completamente diferente.

BMW i3
BMW i3

Design também é ferramenta de diferenciação

Há também um fator estratégico, que é destacar o produto. O mercado está em rápida transformação e os fabricantes querem que os seus elétricos sejam imediatamente reconhecíveis como “carros do futuro”. Isso leva, muitas vezes, a escolhas visuais mais arrojadas.

O caso mais mediático será o Tesla Cybertruck, cujo design angular e pouco convencional gerou tanto entusiasmo como críticas. No entanto, um caso mais singular é o do design do Renault 5. Combina nostalgia com um toque moderno e está a ser um sucesso de vendas, sendo já o elétrico mais vendido na Europa.

Renault 5
Renault 5

Uma tendência que está a mudar

Apesar desta fase de experimentação, a indústria está a caminhar para um equilíbrio. Já existem vários modelos elétricos com linhas mais familiares ao público. Exemplos disso são o Honda eNy:1 ou o BYD Atto 3 EVO, que combinam elementos modernos com um design mais próximo dos SUV tradicionais.

A ideia de que os carros elétricos são “feios” resulta, em grande parte, de uma mudança de paradigma. Eficiência, novas arquiteturas e a necessidade de diferenciação é o que está definir o design automóvel. À medida que a tecnologia amadurece, é expectável que estas diferenças se tornem menos evidentes. Vais habituar-te a que o “estranho” de hoje seja o normal de amanhã.

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Bruno Coelho
Bruno Coelho
Está no 4gnews desde 2017, onde dá asas à sua paixão por escrever sobre tecnologia. Já fez mais de 300 reviews a equipamentos, visitou fábricas de smartphones na China e marcou presença em alguns dos grandes eventos tecnológicos, como o Mobile World Congress e IFA. É editor-chefe desde 2025.