
| Característica | Detalhe |
|---|---|
| Processador | Apple A18 Pro; CPU de 6 núcleos; GPU de 5 núcleos |
| Memória e armazenamento | 8 GB de RAM unificada e SSD de 256 ou 512 GB |
| Conectividade | Wi-Fi 6E, Bluetooth 6 e duas portas USB tipo C (uma USB 3 e outra USB 2) |
| Peso e dimensões | 1,23 kg de peso e 1,27 cm de espessura |
| Ecrã | Liquid Retina, 13 polegadas, 2408x1506, 500 nits |
A Apple decidiu finalmente apostar na gama de entrada de portáteis e o MacBook Neo de 13 polegadas chega ao mercado para combater o estigma de que precisas de gastar mais de mil euros num computador da maçã. A unidade que testei apresenta-se num apelativo tom verde, equipada com 512 GB de armazenamento e o prático sensor Touch ID.
Aterrou em Portugal com um preço de 799 euros. Caso o orçamento seja ainda mais apertado, tens a versão base por 699 euros que te oferece 256 GB de espaço e sacrifica apenas o leitor de impressões digitais. Não deixa de ser impressionante pensar que tem valores parecidos aos de um Mac Mini com M4.

Sempre nos venderam a ideia de que um portátil de entrada serviria apenas para o teu pai fazer umas pesquisas no domingo à tarde ou para um estudante usar o Word nas aulas. Ao fim de três semanas com o portátil como a minha máquina principal de trabalho, sinto que andaram a mentir-nos este tempo todo.
Este pode ser perfeitamente o computador ideal para quem quer gastar o menos possível, mas não abdica de uma boa qualidade de construção aliada a um software bastante fiável. Eis o que achei.

A experiência de uso do MacBook Neo
Processador de iPhone e apenas 8 GB de RAM
O uso diário do MacBook Neo revelou-me os seus grandes trunfos, sem nunca esconder as suas cedências. Para utilizadores com o meu perfil, em que o trabalho passa sobretudo pelo clássico "bater texto", algumas videochamadas, fazer dezenas de pesquisas e edição leve de imagens, o equipamento é exímio.
O processador A18 Pro nunca vacilou perante o meu fluxo habitual, que inclui o Chrome aberto constantemente com vários separadores, o Spotify a tocar e aplicações como o Slack e o WhatsApp sempre a correr em segundo plano. E sim, só tem 8 GB de RAM e não há possibilidade de upgrade. Não é portátil para jogar ou fazer edição de vídeo a 4K constante.

Trackpad e teclado
Obviamente que existem limitações face a um MacBook Air que uso diariamente, equipamento que custa mais 400 a 500 euros, e o Neo não é tão rápido como o seu irmão mais velho. O que senti mais falta nesta transição foi o habitual trackpad de resposta háptica da Apple.
O trackpad mecânico do Neo funciona muito bem, mas é um passo atrás se vens de um Mac mais caro. O teclado não é retroiluminado, o que pode é um detalhe que chateia à noite, embora as teclas de cor clara ajudem de certa forma a visualizar as letras. Se como eu raramente olhas para o teclado antes de escrever, isto também é um não-problema.

Limitações a ter em conta
A ausência de MagSafe já era esperada e a inclusão de apenas duas portas USB-C pode ser limitadora, especialmente sabendo que uma é USB 3 e a outra fica-se pelo USB 2. O portátil também corta no suporte para Wi-Fi 7, Thunderbolt, ligação nativa a monitores 5K e em tecnologias como o True Tone e o Center Stage.
Mas a grande questão que deves colocar é: até que ponto precisas mesmo destas funções? Se nada disto te diz muito, provavelmente são limitações que não vais sentir falta (eu não senti durante o meu teste) e, sendo assim, talvez o Neo possa ser um bom investimento para ti.

Bateria e ecrã
A bateria promete até 16 horas em vídeo, mas no mundo real do trabalho, a usar o Chrome intensivamente, os números não são milagrosos. No meu caso, deu perfeitamente para umas cinco a seis horas de autonomia longe da carga. O ecrã Liquid Retina é supreendentemente bom, pois tem cores vibrantes para veres as tuas séries favoritas aqui.
Som, microfones e webcam
O som apresenta um claro downgrade face à gama Air, mas as colunas não são más se precisares apenas de ouvir música de forma casual. Para mais fidelidade, tens a entrada de 3,5 mm para ligar auscultadores ou o Bluetooth. A câmara FaceTime HD 1080p e os microfones fazem um trabalho muito decente nas videochamadas.

Para quem é o MacBook Neo
- Estudantes e profissionais focados em trabalho de escritório que precisam de uma máquina para "bater texto" e navegar sem engasgos;
- Pessoas que querem entrar no ecossistema macOS e exigem a melhor qualidade de construção na faixa dos 700 a 800 euros;
- Utilizadores focados na mobilidade que valorizam um equipamento leve e muito fiável.
Não é para gamers ou profissionais de edição de vídeo que dependam da ligação a ecrãs 5K externos e velocidades Thunderbolt, pessoas que trabalham permanentemente em ambientes escuros e precisam de um teclado iluminado ou utilizadores intensivos onde os 8 GB de RAM não são suficientes.

Conclusão
O MacBook Neo não faz milagres no mundo do hardware, mas é um boa aposta de poupança com inteligência. É um portátil que simplesmente funciona de forma irrepreensível naquilo a que se propõe. Pelo processador altamente capaz que integra, a única e verdadeira grande limitação a longo prazo são mesmo os 8 GB de RAM.
No entanto, se não quiseres jogar e o teu foco for a produtividade, a construção deste Mac coloca a concorrência em sentido por 799 euros (ou 699 € sem Touch ID). Vale cada cêntimo investido para quem quer comprar o primeiro computador, estudantes ou profissionais de escritório.
Confere ainda os melhores computadores portáteis para estudantes.