
| Especificação | Detalhe |
|---|---|
| Ecrã | 6,1" OLED, 60 Hz, 1200 nits |
| Processador | A19 |
| Câmara | 48 MP |
| Bateria | 4005 mAh |
| Peso | 170 g |
Este ano, mais uma vez, a Apple lançou um iPhone de preço mais acessível. O iPhone 17e tem um custo de 688 € (à altura de produção deste artigo), na sua versão de 256 GB de armazenamento, em lojas como a Powerplanet. Obviamente, não compete diretamente com o topo de gama iPhone 17 Pro Max, mas também não ofusca o modelo base iPhone 17.
Todos têm o seu público-alvo e orçamentos bem definidos. Mas de que forma o iPhone 17e consegue impor-se no mercado? Nas últimas semanas, o modelo “baratinho” da Apple foi o meu principal telefone e (alerta spoiler) conseguiu superar responder às expetativas desta adepta fiel do Android.
Design e experiência de utilização

Em fórmula que está a ganhar, não se mexe e a Apple levou à letra esta máxima. Quando olhamos para o iPhone 17e parece que estamos a ver o seu antecessor. Tem o mesmo design minimalista, com linhas direitas e superfícies planas; mantém-se também a estrutura em alumínio e a frente e traseira em vidro.
Mas a novidade é que a zona frontal tem agora vidro Ceramic Shield 2, o que o torna mais resistente a arranhões do que seu antecessor. As dimensões compactas em conjunto com um peso de 177 gramas, fornecem conforto na utilização e permitem manuseá-lo só com uma mão, caso seja necessário.

Nas laterais estão os botões, com a Apple a estar longe de concretizar o sonho de fazer desaparecer saliências física… pelo menos, neste modelo acessível. Do lado direito, o botão ligar/desligar; do lado esquerdo dois botões para o volume e o botão ação câmara que abre a app, mediante um toque mais longo.

Este botão dá bastante jeito, sobretudo se quiseres fotografar o teu animal de estimação naquela posição esquisita a dormir que pode desfazer-se a qualquer momento. Já os dois botões para o volume são desnecessários. Um fazia o “serviço” de aumentar ou baixar; percebo que pode facilitar as mexidas no volume, mas para quem está habituado a usar botões diferentes para as duas funções. Eu não estou habituada, o que levou a vários enganos e alguns saltos na cadeira por aumentar o volume de som, inadvertidamente.
Mas ainda que as alterações no look tenham sido nenhumas, a experiência de utilização é bastante confortável, graças aos materiais de alta qualidade escolhidos. E a certificação IP68 para resistência à água e pó, confere mais segurança na utilização diária.
Ecrã e áudio

O iPhone 17e tem um ecrã OLED Super Retina de 6,1 polegadas com uma resolução de 2532 por 1170 pixéis, um brilho máximo de 1.200 nits e uma taxa de atualização de 60 Hz. A experiência de visualização é bastante boa com a qualidade Apple a fazer-se notar. Seja qual for o conteúdo – entretenimento ou produtividade – os conteúdos são legíveis na perfeição, as cores vívidas, com o painel a lidar também bem com as sombras e zonas escuras.
A cedência para termos o preço acessível é feita na taxa de atualização. É de apenas 60 Hz; na prática, notamos menos fluidez se estivermos habituados a um ecrã de 120 Hz. Há também modelos Android do mesmo preço e até com um custo inferior que já fornecem os 120 Hz.
Pessoalmente, notei a diferença por ter um telefone com 120 Hz, mas passado pouco tempo, e mesmo durante a navegação nas redes sociais, esta taxa de atualização não me prejudicou grandemente a experiência de visualização. Habituei-me a algo um pouco mais lento, aliás, a curva de habituação é mínima.
No entanto, fica aquém dos rivais e temos de o referir. Também confesso que não me importo de fazer esta cedência, visto que a experiência de visualização é de boa qualidade. E prefiro ceder neste ponto, em específico, do que em outros, como o desempenho.
Quanto ao som, as duas colunas conseguem fornecer um som de boa qualidade, adequado para ver vídeos no YouTube e até para séries e filmes em streaming. Mas se queres uma experiência mais imersiva, terás de ligar uns auriculares.
Desempenho e software

Relativamente ao antecessor, o iPhone 17e tem um novo processador, o A19, baseado em 3 nm – o mesmo do iPhone 17. À semelhança do modelo base, este telefone fornece um desempenho sólido, é bastante rápido a carregar aplicações, com a navegação a ser também bastante fluida. Nos testes de benchmark Geekbench 6, o iPhone 17e registou os seguintes resultados:
- CPU: single core: 3634; multi core: 9073
- GPU: 31.305
Lida bem com qualquer tarefa e com a multitarefa, mas não é a escolha ideal para os utilizadores que querem jogos mais exigentes. Aliás, nas apps que puxam mais, o terminal tende a aquecer; não é uma situação de “queimar” as mãos, mas sentes o aumento da temperatura no painel traseiro.
Quanto ao software, aqui temos iOS 26 com o design Liquid Glass, o que fornece uma experiência de navegação semelhante aos restantes modelos da série iPhone 17. E ainda que a Apple não especifique os anos de atualizações que fornece aos seus iPhones, todos sabemos que a empresa é generosa e que durante bons e muitos anos continua a dar o suporte necessário, nem que seja só de segurança.
Já os recursos baseados em IA refletem os desafios que a Apple tem enfrentado, sendo poucos em número, ainda que eficientes. Tradução em tempo real, pesquisas baseadas em fotos, ferramentas para edição de fotos e o recurso Playground para geração de imagens com IA. Este último consegue proporcionar alguns momentos de diversão, mas fica ainda aquém dos recursos semelhantes existentes na série Samsung Galaxy S26 e até mesmo no mais antigo Galaxy S25 FE, também da Samsung.
Bateria e carregamento

A Apple não divulga a capacidade da bateria dos seus terminais. Mas sabemos que o iPhone 17e tem a mesma unidade de 4005 mAh que o seu antecessor. Anuncia a empresa que o modelo tem autonomia para 26 horas de reprodução de vídeo e para 21 horas em sessões de streaming.
Pela minha experiência, com uma utilização típica é possível chegar ao final do dia ainda com carga. Agora se puxares mais pela câmara e abusares dos vídeos em streaming, o melhor é teres uma powerbank à mão para não ficares sem bateria.
As boas notícias é que o iPhone 17e tem suporte para carregamento MagSafe. Recorde-se que no modelo anterior este foi um dos cortes da marca para conseguir o preço acessível, o que foi criticado pelos seguidores da marca. Mas a Apple ouviu os seus fiéis utilizadores e já há MagSafe neste modelo de preço acessível.
Uma única câmara

Tal como no modelo anterior, o iPhone 17e tem apenas um sensor, mais especificamente o Fusion que fornece 48 megapixéis de resolução, com zoom ótico de 2x. A Apple não fez qualquer alteração ao sistema ótico e no novo modelo também não estão presentes os estilos fotográficos personalizáveis; isso a Apple reserva para os modelos mais caros.


Mas se só há um sensor, o melhor é que seja bom e o iPhone 17e tira boas fotografias. As cores são vívidas e reais e os resultados contam com um bom nível de detalhe. Quando passamos do zoom ótico para o digital – e quanto mais avançamos neste – o que se perde em detalhe, ganha-se em grão; por isso, o melhor é não abusar.
A câmara frontal de 12 megapixéis é competente para videochamadas e selfies ocasionais. Mas atenção está longe da câmara frontal do iPhone 17, ainda para mais porque não permite que sejam tiradas fotos tanto na vertical como na horizontal… e nós gostávamos de ter esse mimo aqui.
No que respeita ao vídeo, a imagem é boa, mas o som fica bastante aquém do esperado. Aliás, é melhor arranjares um microfone de lapela. Em resumo, o desempenho deste sensor solitário é sólido, mas não vai conquistar os fotógrafos mais exigentes. Se estás neste grupo, o melhor é consultares o nosso guia melhores smartphones para a fotografia para encontrares um modelo bom para ti.
Para quem é o iPhone 17e
O iPhone 17e é uma boa compra para:
- Utilizadores que estão a migrar de iPhones mais antigos;
- Utilizadores que querem um desempenho sólido;
- Utilizadores que querem entrar no ecossistema Apple;
- Utilizadores que procuram um smartphone compacto.
O iPhone 17e não é a escolha mais indicada para utilizadores do iPhone 16e ou para utilizadores que dão prioridade à fotografia.
Conclusão

Ainda que não tenha feito grandes alterações a nenhum nível, é fácil recomendar o iPhone 17e. Este é um modelo que fornece uma experiência verdadeiramente Apple por um custo mais acessível. O desempenho é bastante bom, em lazer ou trabalho, o tamanho compacto é confortável de manusear até só com uma mão e o ecrã fornece uma experiência bastante boa. O software iOS 26 também nos dá uma navegação fluida por um design intuitivo. A cereja no topo do bolo é que a Apple ouviu os seus seguidores e integrou no iPhone 17e o carregamento MagSafe.
Mas para ter um preço mais acessível, a Apple fez cedências. O ecrã tem uma taxa de atualização limitada a 60 Hz, temos um único sensor no painel traseiro para a fotografia e em apps mais exigentes, a temperatura do terminal sobe. Também temos de referir que existem modelos Android na mesma faixa de preço sem estas cedências. No entanto, a Apple com o iPhone 17e entrega aquilo que promete que é boa tecnologia embrulhada num pacote sóbrio e elegante. O iPhone 17e respondeu às minhas expetativas, e em boa verdade, eu também não esperava que fosse muito diferente do seu antecessor. Constatei que é igualmente bom e recomendável, ainda que eu me mantenha uma adepta fiel do Android.
