
| Especificação | Detalhe |
|---|---|
| Ecrã | AMOLED 6,7", 120 Hz, 1900 nits |
| Processador | Exynos 1480 |
| Câmara | 50 MP+8MP+5MP; frontal 12MP |
| Bateria | 5.000 mAh; 45 watts |
| Proteção | IP68 |
O Samsung Galaxy A37 chegou ao mesmo tempo que a vedeta de gama média Galaxy A57. Não vai ter, por isso, vida fácil para se impor no mercado. Mas em contrapartida o modelo chega com a interface One UI 8.5, a mais recente da Samsung, e atualizações de software e segurança durante 6 anos.
Mas vale o investimento acima dos 400 €? Nas últimas semanas o Galaxy A37 acompanhou-me e agora partilho essa experiência contigo.
Design e experiência de utilização

A Samsung não mexeu muito no design deste modelo que mantém as linhas direitas e o tom sóbrio e elegante dos modelos anteriores. Aliás colocando lado a lado este Galaxy A37 com o A35, a única diferença que temos é os sensores da câmara traseira estarem agora “arrumados” num módulo oval transparente que lhe confere elegância e um toque premium.
A sensação premium é reforçada pelo Gorilla Glass Victus+ presente no painel traseiro e também na frente. Mas esta proteção tem ainda as vantagens de afastar as dedadas e proporcionar conforto no manuseamento do terminal. O Galaxy A37 tem também certificação IP68 para resistência à água.

Mas atenção, ainda que este modelo seja elegante, está longe de ser um smartphone compacto. Ao lado do Galaxy S26, compacto por natureza, são uma espécie de “sorte grande e aproximação”. Se procuras um telefone bom para ter no bolso, o Galaxy A37 não é para ti; em contrapartida, pelo seu tamanho mais generoso, é fácil de encontrar numa mala feminina.
Ecrã e áudio

A zona frontal do Galaxy A37 é ocupada por um ecrã Super AMOLED de 6,7 polegadas que fornece uma resolução FHD+, uma taxa de atualização de 120 Hz e um brilho máximo de 1.900 nits. Na prática, consegues ter uma boa experiência de visualização com qualquer conteúdo, como é habitual nos painéis da gigante sul-coreana. As cores são vivas, com este modelo a lidar bem com cenários mais escuros. Também em ambiente exterior, lida bem com a luz solar.
Pessoalmente, gostava que as molduras fossem mais pequenas; sobretudo nas laterais que ocupam demasiada área de visualização; tal impede uma experiência mais imersiva a ver conteúdos. Mas para navegação nas redes sociais é bastante bom, com uma atualização rápida e fluida dos conteúdos.
No ecrã está também o leitor para reconhecimento de impressões digitais; este funciona bem, sendo rápido na deteção e reconhecimento. Por sua vez, o áudio fornece uma qualidade razoável. Em volumes médios e baixos, entrega clareza e detalhe, mas quando puxamos pelo volume até ao máximo, nota-se alguma distorção, perdendo-se todo o detalhe.
Desempenho e software

O Galaxy A37 está equipado com o processador Exynos 1480, o mesmo do mais antigo Galaxy A55. A variante em teste é a menos avançada com 6 GB de memória RAM e 128 GB de armazenamento. Gostava de ver aqui um processador menos antigo e um pouco mais potente, afinal estamos a falar de um telefone de gama média que na sua versão mais acessível custa 439,90 € – a variante com 8 GB + 256 GB tem um preço de 524,90 €.
Apesar da “idade” deste processador, o Galaxy A37 consegue ter um desempenho sólido e fluido na rotina diária. Também lida bem com a multitarefa, mas podia ser mais rápido. Nos jogos casuais é um ás, mas não é a escolha adequada para os jogos mais exigentes. Um ponto muito favorável, é que este terminal não aquece, mantendo-se sempre na temperatura (fria) certa. No Geenkbench 6, o terminal obteve a seguinte pontuação:
- CPU: single core 1149; multi core 3395
- GPU: 3125
O software é o grande atrativo deste Galaxy A37. Aqui temos a interface mais recente One UI 8.5 da Samsung. Esta é intuitiva e fornece uma navegação fluida e suave. Há que felicitar a gigante sul-coreana por integrar num modelo de preço mais acessível o seu software mais recente.

Mas a Samsung vai ainda mais longe e o Galaxy A37 está abrangido por 6 anos de atualizações de software e segurança. Não é habitual ver este apoio durante este tempo prolongado num terminal desta faixa de preço. Mais uma vez, há que felicitar a marca por este feito.
Aqui também temos recursos Galaxy IA; mas, obviamente, em menor número do que os integrados na série Galaxy S26. Temos o recurso (muito útil) para apagar objetos nas imagens, mas estão ausentes os recursos de assistente de navegação e escrita, além do Samsung DeX.
Em resumo, ainda que tenha um desempenho sólido, o chip Exynos 1480 mostra a sua “idade” ao ser menos rápido do que o desejável. Mas a presença do software mais recente aliado a 6 anos de atualizações (quase) que nos fazem perdoar este percalço.
Câmara

O Galaxy A37 chega com um sensor primário de 50 megapixéis, acompanhado por um ultra grande angular de 8 megapixéis e um macro de cinco megapixéis. Não há aqui telefoto, também não era esperado que a Samsung integrasse neste modelo este tipo de sensor, afinal estamos no campo da gama média.
Com a iluminação certa, seja em ambiente exterior ou interior, a câmara do Galaxy A37 tira boas fotos. O nível de detalhe é bastante razoável e as cores são reais, além das imagens terem também um bom nível de nitidez. Podes ver os exemplos em baixo: a foto do edifício foi captada no exterior em plena luz do dia, enquanto a imagem da iluminação de teto foi tirada no interior e com a luz do próprio objeto a ser fotografado.
Em modo retrato, capta bem o sujeito (foto do veado), mas “esquece-se” do efeito de desfocagem (bokeh) que dá outro nível a este tipo de fotografia. Pessoalmente uso muitas vezes o modo retrato para destacar o sujeito fotografado com este tipo de efeito e aqui não consegui atingir o objetivo.
Mas a câmara do Galaxy A37 tem um ponto bastante positivo: é muito rápida a enquadrar e “disparar”. Poucos segundos depois de “apontarmos” ao alvo, este já está enquadrado no ecrã para tirarmos a fotografia. Este atributo dá jeito em situações que temos de ser realmente rápidos se quisermos captar aquele momento único.
A câmara frontal de 12 megapixéis tira boas selfies, mas sem aquela qualidade que os produtores de conteúdos procuram. Os resultados têm um nível razoável de detalhe e nitidez, assim como cores reais. Mas, em modo retrato, também regista ausência do efeito de desfocagem tão apreciado.
Contas feitas, as câmaras traseira e frontal do Galaxy A37 são boas para fotografias ocasionais, ainda que com a iluminação certa, o resultado surpreenda pela positiva. Mas falta hardware mais específico para que os sensores deste telefone respondam às necessidades e exigências dos utilizadores que dão prioridade à fotografia.
Bateria e carregamento

Aqui chegamos aos pontos mais fortes deste telefone. Temos uma bateria de 5.000 mAh, a mesma capacidade da unidade do Galaxy S26 Ultra. O carregamento rápido é que é diferente porque está limitado a 45 watts.
Mas, durante o mesmo teste, com um uso mais intenso deste terminal, cheguei tranquilamente ao final do dia ainda com carga na bateria. Com uma utilização menos intensa, o Galaxy A37 dura, pelo menos, um dia e meio.
Com este carregamento de 45 watts leva 30 minutos a carregar até aos 60% e pouco mais de uma hora a carregar na totalidade. São bons tempos para a faixa de preço em que se encontra posicionado.
Para quem é o Samsung Galaxy A37

O Samsung Galaxy A37 é o telefone certo para:
- Utilizadores que dão prioridade à autonomia;
- Utilizadores que preferem manter o mesmo telefone por vários anos;
- Utilizadores que querem um telefone com boa qualidade de construção;
- Utilizadores de modelos mais antigos, como o Galaxy A32 ou A33.
Este modelo não é adequado para quem precisa de desempenho a todo o vapor ou para quem procura um smartphone ás na fotografia.
Conclusão

O Samsung Galaxy A37 é um bom telefone, no entanto, parece ser mais um refinamento do modelo anterior do que propriamente um novo terminal. Para isso contribui as poucas alterações que a marca fez neste modelo, ainda que tenha aumentado o seu preço inicial.
O ecrã é bastante bom, como de resto acontece na maioria dos terminais Samsung, e a construção além de ter uma boa qualidade, confere também um pouco de sensação premium. Mas os seus pontos fortes de venda estão no software. Aqui temos a interface One UI 8.5, a mais recente da Samsung, e seis anos de atualizações no sistema operativa e na segurança.
Para quem dá prioridade à autonomia, a bateria de 5.000 mAh responde às preces, aguentando um dia e meio, com utilização moderada. Já a câmara cumpre, mas não responde às necessidades de fotógrafos amadores mais exigentes; falta hardware mais potente no módulo de câmara.
Por último, o desempenho é igualmente sólido, mas o processador mais antigo mostra a sua idade, não sendo tão rápido quanto desejável. Em resumo, o Samsung Galaxy A37 é um bom telefone, mas falta-lhe hardware mais potente que surpreenda os utilizadores. E por um preço a começar acima dos 400 € quando concorrentes como o POCO M8 Pro têm um custo mais acessível, prevemos que o seu “irmão” mais avançado Galaxy A57 consiga mesmo ofuscá-lo no mercado.
