Estratégia para baixar preços
Durante anos, todos os elétricos da marca saíam de fábrica com baterias NMC Níquel, Manganês e Cobalto. São baterias com boa densidade energética, oferecem autonomias generosas e têm excelente desempenho em viagem. O problema? Custam caro a fabricar, e esse custo acaba sempre por chegar ao bolso do comprador.
O Grupo Renault vai agora expandir a sua oferta com uma segunda opção: a tecnologia LFP (Fosfato de Ferro-Lítio). No IAA 2025, o diretor-executivo François Provost confirmou que todos os modelos do plano Renaulution passarão a ter esta alternativa disponível.
A ideia é simples: quem precisa de mais autonomia escolhe NMC. Para uso maioritariamente em cidade, não compensa.
Baterias mais baratas ganham destaque
As baterias LFP são mais baratas de produzir e muito mais resistentes ao desgaste, aguentam mais ciclos de carga sem perder capacidade. Se tiveres curiosidade sobre como isso se traduz na prática, os testes às baterias LFP do Tesla Model 3 após 160 mil km mostram resultados concretos. A contrapartida é uma menor densidade energética, mas para quem usa o carro no dia a dia em cidade, raramente é um problema real.
Com a concorrência chinesa a inundar o mercado com carros mais baratos graças ao uso de baterias LFP, a Renault não teve outra hipótese senão seguir o mesmo caminho. A BYD, que chegou a Portugal há apenas dois anos, já foi líder mensal nas vendas de elétricos no nosso país.
Se ainda estás a decidir qual o elétrico certo para ti, o ensaio ao Renault 5 E-Tech dá-te uma perspetiva honesta sobre o que a gama francesa tem para oferecer.
Twingo inaugura nova fase elétrica da Renault
O Twingo E-Tech foi o primeiro modelo a estrear esta abordagem. Chegou ao mercado nacional com a versão de entrada Evolution a partir de 19 490 euros. Debaixo do capot, equipa um motor de 82 cv associado a uma bateria LFP de 27,5 kWh, com autonomia de 263 km em ciclo WLTP.
Não é o carro para fazer Porto-Lisboa sem parar, mas é mais do que suficiente para as deslocações diárias da esmagadora maioria dos portugueses.
O Renault Mégane E-Tech, que será atualizado brevemente, deverá também receber uma opção de bateria LFP. A Renault não está sozinha nesta estratégia, a Volvo já lançou o EX30 com ambas as tecnologias, e a Mercedes-Benz também planeia oferecer esta dualidade na próxima geração do Classe A.
François Provost acredita ainda que vários modelos dos segmentos A e B podem ficar até 15% mais baratos, mas para isso a União Europeia terá de avançar com a nova categoria de veículos para o "carro do povo europeu" e abrandar a introdução de novos regulamentos.
Se ainda tens dúvidas na escolha de um carro elétrico, vale a pena explorar os melhores carros elétricos disponíveis em Portugal, com opções para diferentes orçamentos, níveis de autonomia e tipos de utilização.

