
| Característica | Detalhe |
|---|---|
| Motorização | TCe a gasolina com 1199 cm3 e 3 cilindros |
| Desempenho | 115 cavalos de potência e 190 Nm de binário máximo |
| Transmissão | Caixa manual de 6 velocidades |
| Aceleração | Dos 0 aos 100 km/h em 10,3 segundos |
| Ecrãs | Painel de 10,25 polegadas e central OpenR link de 10,1 polegadas |
O ano de 2026 assinala a chegada às estradas portuguesas da sexta geração de um ícone. Após quatro décadas em que foi o carro mais vendido em Portugal, o novo Renault Clio VI aterra no mercado com uma estética que corta amarras com o passado. Muitas vozes críticas apressaram-se a dizer que não parece um Clio e as comparações com outros modelos concorrentes são inevitáveis nos primeiros dias de contacto.
A verdade é que o design agressivo e renovado foi crescendo em mim ao longo do ensaio e acredito plenamente que este é o rumo certo. O modelo tem todo o potencial necessário para manter a linhagem de sucesso e acabar com o já longo reinado da Peugeot neste segmento.

A unidade que tivemos oportunidade de testar é o Renault Clio VI na versão Techno TCe 115 a gasolina. O preço final desta configuração em específico fixa-se nos 26 530,64 euros, com os opcionais incluídos. O valor base para a gama arranca nos 21 990 euros, subindo para os 23 690 euros nesta linha de equipamento Techno.
Vida a bordo, tecnologia e espaço
O habitáculo segue de perto a ideologia tecnológica que já conhecemos de outros modelos recentes da fabricante francesa, com o Renault 5. O ecrã central OpenR link de 10,1 polegadas domina a consola e traz os serviços da Google integrados de origem, além da navegação nativa.

Podes contar com um sistema de som Arkamys Auditorium suportado por seis altifalantes e um prático carregador de smartphone por indução. À frente do condutor encontra-se um painel de instrumentos digital de 10,25 polegadas, complementado por comodidades como o ar condicionado automático e o cartão de acesso mãos livres (dá imenso jeito para quem anda com as mãos ocupadas).
O ambiente interior tem um toque especial com os estofos em tecido cem por cento reciclado, que apresentam um padrão jacquard acetinado em relevo. Em termos de habitabilidade, o automóvel mede 4116 mm de comprimento, pelo que fornece um espaço adequado para os ocupantes.

Contudo, deves ter em conta que o volume da bagageira varia entre os 267 e os 309 litros, um valor algo conservador para a classe e que pode não ser o mais adequado para as viagens longas em que levas muita 'tralha' atrás. A segurança não foi descurada, já que conta com o pack safety com alerta de ângulo morto, sistema de ajuda ao estacionamento e travagem ativa de emergência.


Condução com sabor analógico e consumos reais
Na estrada, a motorização de 1199 cm3 mostra a sua genica com 115 cavalos, que nos permite atingir uma velocidade máxima fixada nos 180 km/h. O ponto de maior destaque para quem gosta genuinamente de conduzir é a presença da caixa de velocidades manual. Os meus olhos nem queriam acreditar quando entrei pela primeira vez neste Clio.
Num mercado onde os veículos de ensaio nos chegam quase sempre equipados com transmissões automáticas, poder manusear as seis relações desta caixa e interagir com o motor tricilíndrico foi algo que agradeci imenso. A dinâmica sai beneficiada com o sistema Renault Multi-Sense, que adapta o comportamento do carro ao teu gosto.

O protocolo de homologação oficial anuncia um consumo em ciclo combinado de 5.1 litros a cada 100 quilómetros, com emissões de CO2 na casa dos 115 g/km. Na prática, durante o nosso teste intensivo com mais de 500 quilómetros percorridos em cenários reais de trânsito, vias rápidas e percursos urbanos, o computador de bordo registou uma média de 6,2 litros aos 100 quilómetros.
Considero ser um valor perfeitamente aceitável e honesto para um motor a gasolina tão despachado. De realçar que a Renault vai lançar nos próximos meses uma versão Bi-Fuel que esperamos testar e que, para quem quer maior poupança, pode até fazer mais sentido que esta versão TCe.

Para quem é o Renault Clio VI
- Condutores que estão à procura de um design arrojado e moderno para o dia a dia;
- Adeptos de tecnologia que valorizam ter os serviços do Google nativos no carro;
- Pessoas que gostam do prazer e do controlo de uma condução com caixa manual.
Esta versão do Renault Clio VI não é para utilizadores que transportam muita carga regularmente e precisam de uma bagageira volumosa ou condutores que preferem o descanso de uma caixa automática no trânsito urbano ou a poupança do GPL (já existe essa opção).

Conclusão
O Renault Clio VI na versão TCe 115 Techno acaba por superar as minhas expectativas e provar que a marca francesa pode ter encontrado a fórmula certa para reinventar um nome com grande peso no mercado. A aposta num design altamente disruptivo aliada a um interior preenchido por ecrãs de excelente qualidade faz deste utilitário uma dor de cabeça para os atuais líderes de vendas.
A motorização aliada à caixa manual proporciona uma agilidade mecânica rara nos dias de hoje e os consumos mantêm-se dentro do campo da racionalidade. É um automóvel preparado para os desafios estéticos e tecnológicos da sua era.
Conhece preços e disponibilidade de toda a gama do Renault Clio VI no site oficial da Renault.
Adiciona o 4gnews ao teu Google News