O novo Mercedes Classe C está renovado e as mudanças vão bem além do visual. A marca atualizou a Limousine e a Station, com novidades no design, nas motorizações e na tecnologia a bordo.
A base continua a ser a mesma geração, mas esta atualização traz alterações suficientes para dar uma nova vida ao modelo e aproximá-lo dos Mercedes mais recentes.
Novo visual é fácil de reconhecer
A dianteira é provavelmente a forma mais simples de distinguir este novo Classe C.
A Mercedes aumentou a grelha e acrescentou uma nova assinatura luminosa. Os faróis passam a utilizar as estrelas de três pontas como parte das luzes diurnas, seguindo uma linguagem de design que começa a aparecer noutros modelos recentes da fabricante.
A própria grelha pode contar com iluminação, enquanto o símbolo da Mercedes colocado ao centro também pode ser iluminado em determinados mercados e configurações.
Na berlina, o mesmo motivo em forma de estrela aparece nos novos farolins traseiros. Existem ainda novos desenhos de jantes e duas novas cores para a carroçaria.
A Mercedes descreve este novo Classe C como uma combinação entre sofisticação e desportividade, mantendo alguns dos elementos clássicos do modelo, mas com uma imagem mais moderna.
A carrinha Classe C também muda
Na prática, recebe a mesma evolução visual e tecnológica na dianteira, mas conserva o formato alongado que a torna mais indicada para quem precisa de espaço adicional para passageiros e bagagem.
É precisamente aí que a Station continua a fazer sentido. Mantém a aparência do Classe C, mas oferece a versatilidade de uma carrinha sem ser necessário passar para um SUV.
A Mercedes destaca ainda um interior pensado para combinar conforto, espaço e tecnologia, algo especialmente relevante numa carroçaria orientada para viagens e utilização familiar.
Motores a gasolina ficam maiores
Uma das alterações mais importantes está debaixo do capô.
O anterior motor 1.5 utilizado no C 200 dá lugar a um 2.0 turbo de quatro cilindros, que passa a servir de base às principais versões a gasolina.
A gama fica assim distribuída:
- C 200: 177 cv e 270 Nm;
- C 250: 218 cv e 320 Nm;
- C 300: 258 cv e 400 Nm.
Este motor recebe ainda um compressor elétrico auxiliar, pensado para aumentar mais rapidamente a pressão de sobrealimentação a baixas rotações. Na prática, pretende reduzir o atraso de resposta normalmente associado ao turbo.
A eletrificação também continua presente. As versões mild-hybrid utilizam um sistema elétrico de 48 V, com um motor elétrico integrado que pode fornecer até 23 cv adicionais e 205 Nm em determinadas situações.
O diesel não desapareceu
Enquanto várias marcas reduzem progressivamente a presença do diesel, a Mercedes decidiu mantê-lo no novo Classe C.
Existem duas motorizações principais, ambas baseadas num bloco 2.0:
- C 200 d: 163 cv;
- C 250 d: 200 cv.
A gama foi preparada tendo em conta as futuras exigências da norma Euro 7, pelo que a Mercedes não está simplesmente a manter os motores atuais sem alterações.
Esta opção pode continuar a ser particularmente interessante para quem faz muitos quilómetros em autoestrada, sobretudo numa Classe C Station destinada a viagens longas.
Híbrido plug-in chega aos 395 cv
No topo das novidades eletrificadas surge o C 400 e, que combina um motor 2.0 a gasolina com um motor elétrico.
O sistema pode chegar aos 395 cv e 650 Nm de binário, números bastante superiores aos das versões convencionais.
A bateria tem 19,53 kWh de capacidade útil e permite percorrer até cerca de 100 km exclusivamente em modo elétrico no ciclo WLTP.
Também existe carregamento relativamente rápido para um híbrido plug-in:
- até 11 kW em corrente alternada;
- até 55 kW em corrente contínua.
Ou seja, para quem consegue carregar em casa ou no trabalho, é possível fazer uma parte significativa das deslocações diárias sem ligar o motor a gasolina.
Mais tecnologia e IA no interior
A mudança por dentro é menos evidente visualmente.
O Classe C mantém a filosofia atual, com um habitáculo bastante digital e um grande ecrã central colocado na vertical. A própria Mercedes descreve o interior do novo modelo como desportivo, luxuoso e digital.
A grande evolução está no software.
O sistema passa a beneficiar da nova geração tecnológica da Mercedes, com navegação baseada no Google Maps e um assistente capaz de recorrer a diferentes sistemas de inteligência artificial, incluindo ChatGPT, Google Gemini e Microsoft Bing.
A ideia é permitir conversas mais naturais com o automóvel e fazer perguntas consecutivas sem ser necessário repetir constantemente o contexto.
Também há uma pequena mudança que pode acabar por ser bastante importante no dia a dia: o volante foi revisto e volta a contar com um controlo físico para o volume, depois da aposta forte da Mercedes em superfícies táteis.
É uma decisão que acompanha a nova estratégia da fabricante. Recentemente, a Mercedes admitiu que exagerou numa das maiores tendências dos carros, com a marca a recuperar progressivamente alguns comandos físicos nos seus modelos mais recentes.
Também há mudanças na condução
A Mercedes não se limitou ao design e aos motores.
A suspensão recebeu alterações para melhorar o equilíbrio entre conforto e agilidade, enquanto continua disponível a direção do eixo traseiro.
Este sistema consegue virar as rodas traseiras até 2,5 graus, ajudando a reduzir o espaço necessário para fazer manobras e tornando o automóvel mais ágil em determinadas situações.
Os sistemas de assistência também evoluem. Dependendo do equipamento, o Classe C pode recorrer a até 10 câmaras, cinco radares e 12 sensores ultrassónicos para suportar as funcionalidades MB.DRIVE.
Preços e disponibilidade
Na Alemanha, o novo Classe C já pode ser encomendado, com o C 200 Limousine a partir de 48.844 euros, já com IVA. Este valor serve sobretudo como referência, já que a carga fiscal e a configuração da gama podem fazer variar bastante o preço em Portugal.
Por cá, a Mercedes ainda não revelou quanto vai custar o modelo renovado nem quando começam as primeiras entregas. Ainda assim, tanto o Classe C Limousine como o Classe C Station já estão preparados para chegar ao mercado nacional.
A grande dúvida passa agora por perceber quanto vai custar a versão de entrada em Portugal e qual será a diferença de preço entre a berlina e a carrinha, sobretudo tendo em conta as novas motorizações e o equipamento adicional desta atualização.
