Quando a Audi diz que o Q9 é o maior modelo da sua história, não está a exagerar. São 5,31 metros de comprimento, 2,21 metros de largura e 3,14 metros entre eixos. Para teres uma referência, é 24 centímetros mais comprido do que o Q7 e coloca a Audi a competir diretamente com o Mercedes-Benz GLS e o BMW X7, num segmento onde a marca dos anéis nunca tinha entrado de forma direta.
Não é coincidência que a apresentação mundial tenha acontecido em Nova Iorque. Os EUA, o Médio Oriente e a China são os principais destinos deste carro, onde os SUVs desta dimensão têm procura muito forte. Na Europa, e em Portugal, vai preencher o vazio deixado pelo A8, que a Audi descontinuou.
Um interior que parece uma sala de estar
Por dentro, o Q9 é configurável para seis ou sete lugares. Na versão de seis, a segunda fila tem duas poltronas individuais com regulação totalmente elétrica, aquecimento, ventilação e massagem. Mesmo com sete lugares montados, a bagageira tem 684 litros de capacidade.
O teto panorâmico tem 1,5 m2 e é dividido em nove segmentos com transparência regulável individualmente. A opção de som mais avançada é da Bang & Olufsen, com 22 altifalantes e 1.360 W de potência. As portas abrem e fecham eletricamente e têm sensores para evitar colisões com obstáculos.
No painel de bordo estão três ecrãs OLED curvos: 11,9" de instrumentação, 14,5" de infoentretenimento e 12,3" para o passageiro da frente. A consola central tem duas bases de carregamento sem fios de 60W, e as portas USB-C na segunda fila chegam aos 100W.
A iluminação traseira usa tecnologia OLED com 512 segmentos controlados individualmente e os pisca-piscas podem projetar sinais no asfalto. Há oito assinaturas luminosas para escolher.
Para a Europa, a aposta é no Diesel
O motor principal para o mercado europeu é um V6 Diesel de 3.0 litros, disponível em duas versões: 245 cv com 500 Nm ou 299 cv com 630 Nm. Ambos têm um sistema mild-hybrid de 18 kW que ajuda nas acelerações e reduz os consumos. Para a América do Norte, o destaque é o SQ9 com V8 biturbo de 4.0 litros.
O chassis tem suspensão pneumática de série, amortecedores adaptativos e eixo traseiro direcional que roda até cinco graus. A baixa velocidade, as rodas traseiras viram ao contrário das dianteiras para reduzir o raio de viragem. Uma vantagem importante para um carro com mais de 5 metros.
Uma versão híbrida plug-in está prevista para o início de 2027. Todas as motorizações têm caixa automática de oito velocidades e tração integral quattro.
Quando chega e quanto custa?
O Q9 é produzido em Bratislava, na Eslováquia, na mesma fábrica do Q7 e do Porsche Cayenne. As primeiras entregas começam no final de 2026, com a gama completa disponível em 2027.
Na Alemanha, o V6 TDI de 299 cv parte dos 108.400 euros. Em Portugal, os preços ainda não foram confirmados, mas tudo aponta para uma entrada a rondar os 130.000 euros. Um posicionamento que o coloca claramente no topo da hierarquia, numa altura em que os portugueses compraram mais carros do que nunca no primeiro semestre de 2026 e o mercado premium não para de crescer.
Para quem quer muito espaço sem chegar a este patamar de preço, ainda há alternativas interessantes: o SUV elétrico de 7 lugares da Škoda, o Peaq, começa nos 50.000 euros e representa uma das propostas mais competitivas do segmento familiar em 2026.
