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MEO, NOS, Vodafone ou Digi: 5 coisas que precisas de saber antes de mudar de operadora em casa

Fidelização, preço, cobertura e o risco de ficares sem internet: há cinco pontos a ver antes de mudares de operadora. Saber que sair da fidelização tem teto legal e que a nova operadora conduz a mudança já poupa dores de cabeça.

Mudar de operadora parece simples porque pensas que é só escolheres a oferta, assiná-la e esperares pela instalação. Mas na verdade, há pormenores que só descobres mais tarde e que podem custar dinheiro ou deixar-te sem internet durante dias. Estas são as cinco coisas que convém ver antes de mudares a tua operadora aí em casa.

1. Vê se estás em fidelização e quanto custa sair

A fidelização pode ser de entre 3 e 24 meses (a duração mais comum). Nos contratos assinados desde 14 de novembro de 2022, o que pagas para sair mais cedo tem limites. O valor não pode passar o menor destes dois: a vantagem que recebeste (desconto, instalação ou equipamento), proporcional ao tempo que falta, ou uma percentagem das mensalidades em falta, 50% no primeiro ano e 30% no segundo.

Ou seja, não pagas todas as mensalidades que faltam. E, se a operadora não tiver prova de que te informou da fidelização e de que a aceitaste, não pode cobrar nada por sair.

Vai à área de cliente ou liga para a operadora e pede a data de fim da fidelização e o valor exato para sair (muitas vezes também é possível ver esta data nas apps das operadoras). Compara esse valor com a poupança mensal da nova oferta. Quando a nova operadora propõe cobrir esse valor, pede as condições por escrito.

2. Compara o preço real, não o preço da publicidade

O valor em letras grandes quase nunca é o que pagas ao longo dos dois anos. Antes de decidires, olha para estes pontos:

  • Desconto temporário: muitas ofertas têm preço reduzido nos primeiros meses e depois sobem. Pergunta qual é a mensalidade a partir do 7.º ou 13.º mês.
  • Instalação e ativação: podem estar incluídas ou ser cobradas à parte.
  • Equipamentos: router, box de TV e extensores podem ter aluguer mensal ou ser entregues sem custo.
  • Atualização anual: muitos contratos preveem um aumento ligado à inflação. Quando essa cláusula existe, o aumento não te dá direito a sair sem encargos. Procura-a nas condições antes de assinar.

O que interessa é o custo total nos 24 meses. Soma tudo e divide pelo número de meses. É esse o número que deves comparar entre operadoras.

3. Confirma que a fibra chega mesmo à tua casa

Uma oferta de fibra de 1 Gbps no anúncio não quer dizer que a fibra chegue à tua casa. A cobertura depende da rede que existe na tua morada, e nem todas as operadoras usam a mesma infraestrutura.

Testa a tua morada no site de cada operadora e pergunta aos vizinhos que operadora usam e se estão satisfeitos. Vale mais do que qualquer folheto. Em prédio, avisa o condomínio, porque a instalação pode passar pelas partes comuns.

Repara também na velocidade contratada vs. a que recebes no dia a dia. Em Wi-Fi, o router, a distância e as paredes contam bastante. Para quem trabalha em casa ou tem muitos dispositivos ligados, vale a pena perguntar se o equipamento tem Wi-Fi 6 ou superior e se dá para ligar por cabo onde precisas.

4. Não cortes o serviço antigo antes da nova ligação estar a funcionar

Este é o erro que mais problemas causa. Ao cancelares o contrato atual antes de a nova operadora instalar, ficas sem internet até a instalação acontecer.

A lei já diz que, nos serviços de internet, quem conduz a mudança é a nova operadora: tu pedes-lhe a mudança e ela trata do contacto com a anterior. Pede a data da transferência por escrito e diz que ela deve ter em conta o pré-aviso do contrato antigo.

A ANACOM tem em consulta um regulamento que fixa os detalhes, com compensações por atrasos (3 euros por dia) e por interrupções (23 euros por dia, até 5.750 euros). É só um projeto, por isso não contes com estes valores como garantidos.

Com o número, as regras já estão em vigor. A portabilidade do número de telemóvel é gratuita desde novembro de 2025 e tem de ficar ativa na data acordada ou até um dia útil depois. Se o número é importante para ti, diz isso logo na subscrição.

Mesmo assim, tem um plano B nos primeiros dias, como os dados móveis do telemóvel.

5. Guarda tudo por escrito e devolve os equipamentos

No fim, o que fica é o que está registado. Guarda os emails, as mensagens e os números de protocolo das chamadas. Quando o que te prometeram não bate certo com a fatura, é isso que te ajuda a reclamar.

Se assinaste por telefone ou online, tens 14 dias para desistir sem custos e sem justificar.

Os equipamentos da operadora antiga têm de ser devolvidos, e o prazo e o valor cobrado em caso de não devolução estão no contrato. Vê o prazo, pede comprovativo de entrega e guarda-o.

Depois da mudança, confirma a primeira fatura da nova operadora e a última da antiga. É aqui que aparecem cobranças que não esperavas, como mensalidades a mais.

Para não esquecer...

A mudança pode compensar, e muitas vezes de facto compensa. Mas a poupança só existe quando contas o custo total, confirmas a cobertura, sabes o que pagas pela fidelização e não ficas sem serviço pelo meio. Meia hora a verificar estes cinco pontos antes de assinar evita a maior parte dos problemas.

Lembra-te de que condições, valores e prazos variam de operadora para operadora e podem mudar. Confirma sempre os detalhes no contrato e junto da empresa antes de decidires.

Vê também: Fidelizado por 2 anos? Pagar a multa e ir para a DIGI é um excelente negócio.

Rodrigo Vieira
Rodrigo Vieira
O Rodrigo é colaborador na 4gnews e cobre assuntos como gadgets, telecomunicações e software. É licenciado em Comunicação e conta com 10 anos de experiência na criação de conteúdo escrito online.