Se trabalhas numa empresa que oferece seguro de saúde como benefício, há uma boa hipótese de estares a pagar (ou a empresa a pagar por ti) por coberturas que nunca abriste no site da seguradora.
A maioria das pessoas só olha para o cartão do seguro quando precisa de marcar uma consulta de clínica geral e fica por aí. O que costuma ficar de fora dessa utilização básica é significativo.
Grande parte dos seguros de saúde empresariais em Portugal inclui medicina dentária, fisioterapia, consultas de psicologia, apoio à saúde mental e, nalguns planos, até acompanhamento nutricional ou estomatologia.
Há ainda coberturas que aparecem cada vez mais nos pacotes mais recentes, como segunda opinião médica em casos graves, telemedicina disponível fora de horas e comparticipação em partos em maternidades privadas.
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O detalhe que mais escapa é a diferença entre o que o seguro cobre "por defeito" e o que exige ativação ou marcação através de canais específicos, muitas vezes uma app ou linha telefónica da seguradora que ninguém instala.
Psicologia é um bom exemplo. Está incluída em muitos planos empresariais, mas costuma exigir autorização prévia ou um número limitado de sessões por ano, informação que raramente chega ao colaborador de forma clara.
Vale ainda notar que estas coberturas variam bastante consoante a empresa e o pacote contratado, e que um seguro atribuído de forma discriminatória a apenas alguns trabalhadores pode ter implicações fiscais diferentes de um seguro coletivo.
Isso não é motivo para preocupação enquanto trabalhador, mas ajuda a perceber porque duas pessoas na mesma empresa podem descrever coberturas ligeiramente diferentes.
Antes de pagar do bolso a próxima consulta de fisioterapia ou dentista, vale a pena perguntar ao departamento de recursos humanos o resumo de coberturas do seguro de grupo.
