A ameaça digital está a ganhar um novo nível de sofisticação em Portugal e os números mais recentes da GNR deixam pouco espaço para dúvidas. Só nos primeiros três meses do ano, foram registados cerca de 300 casos de burlas com falsos funcionários ou autoridades e mais de 670 burlas informáticas com roubo de dados.
Os burlões estão cada vez mais preparados e conseguem enganar vítimas com uma taxa de sucesso elevada. Nos esquemas ligados a falsos bancos, o sucesso ronda os 75%, enquanto nos casos em que se fazem passar por forças de segurança, esse valor sobe para 86%. Isto mostra um problema sério de confiança explorada ao detalhe, como avança a SIC Notícias.
Burlas mais credíveis e perigosas
Os criminosos não estão apenas a enviar mensagens aleatórias, mas a usar técnicas avançadas como spoofing, que permite falsificar números de telefone, emails ou identidades digitais. Para a vítima, o contacto parece legítimo. Pode surgir no telemóvel como sendo do banco ou até de uma entidade pública.
A isto junta-se o phishing, que tenta levar o utilizador a clicar em links ou a fornecer dados sensíveis. Muitas vezes, as duas técnicas são usadas em conjunto para aumentar a probabilidade de sucesso. Isto resulta num esquema difícil de identificar à primeira vista.
O fator humano continua a ser o ponto fraco
Ao contrário dos ataques tradicionais, aqui não se exploram falhas técnicas. Explora-se o comportamento humano, pois os burlões usam estratégias para esse fim.
Eles criam urgência, simulam autoridade, recorrem à intimidação ou até à simpatia para ganhar confiança. Tudo pensado para levar a vítima a agir sem pensar.
Os números confirmam uma tendência crescente
Os dados do último ano reforçam o cenário. Em 2025, houve mais de mil casos de burlas com falsos representantes e mais de 2.500 burlas informáticas com acesso ilegítimo a dados. A tendência não está a abrandar — muito pelo contrário, está a aumentar.
O que deves mesmo evitar
A GNR deixa recomendações claras que ajudam e fazem toda a diferença neste mundo digital.
- Nunca partilhes dados pessoais, bancários ou códigos de segurança por chamadas ou mensagens. Entidades legítimas não pedem essa informação dessa forma.
- Evita clicar em links recebidos por SMS ou email sem confirmares a origem.
- Não devolvas chamadas para números desconhecidos.
- Bloqueia e elimina contactos ou mensagens suspeitas.
- Desconfia sempre de mensagens com tom urgente ou ameaçador.
Hoje, a tecnologia já não é o maior risco. O maior risco é confiar no contacto errado.
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