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Nova burla em nome da PJ a circular em Portugal

A Polícia Judiciária emitiu um alerta urgente sobre uma nova rede de extorsão. Os criminosos fingem ser inspetores da PJ para "ajudar" as vítimas a travar burlas inexistentes, acabando por roubar os dados e dinheiro.

imagem alusiva a um alerta de cibercrime
Imagem ilustrativa gerada por IA Microsoft Copilot

Depois da Autoridade Tributária e Aduaneira fazer um alerta, é agora a vez da Polícia Judiciária (PJ). A autoridade portuguesa escolheu a rede social Facebook para alertar para uma nova burla que está a circular em Portugal.

O esquema recorre a uma estratégia particularmente enganadora: convencer a vítima de que já está a ser alvo de fraude para, na realidade, aplicar um novo esquema e extorquir dinheiro.

Segundo a autoridade, os burlões fazem-se passar por inspetores da PJ e utilizam diferentes canais de contacto, como chamadas telefónicas, e-mails e mensagens via WhatsApp.

Um esquema que joga com o medo da vítima

De acordo com a informação divulgada, o contacto pode assumir várias formas, mas o objetivo é sempre o mesmo: levar a vítima a acreditar que a sua conta bancária está comprometida.

Num dos casos identificados, o burlão apresenta-se como “André Santos”, alegadamente inspetor da PJ com um número de crachá falso, afirmando trabalhar num suposto “Centro de Investigação Criminal de Braga”, uma designação incorreta.

Durante a chamada, o suspeito tenta convencer a vítima de que a sua conta está a ser utilizada por terceiros e chega mesmo a mencionar um alegado criminoso procurado pela Interpol, como forma de dar credibilidade à história.

Atenção: burlões já têm dados pessoais das vítimas

Um dos aspetos que torna esta burla mais perigosa é o facto de os criminosos já possuírem alguns dados das vítimas, como nome, contacto telefónico e até em qual instituição bancária a pessoa tem conta.

Esta informação prévia aumenta a credibilidade do contacto e leva muitas pessoas a confiar na falsa autoridade. Ao longo da conversa, o objetivo é claro:

  • obter mais dados pessoais ou bancários
  • convencer a vítima a fazer pagamentos através de entidade e referência
  • Ameaças e documentos falsos aumentam pressão

Quando a vítima se recusa a colaborar, o tom da conversa muda rapidamente. Segundo a PJ, os burlões passam a utilizar ameaças, alegando que a pessoa pode deixar de ser vítima para passar a arguida. Em alguns casos, enviam até falsos documentos, mandados falsos e imagens de cartões de identificação da PJ, igualmente falsos.

O que fazer se for contactado?

A Polícia Judiciária deixa recomendações claras:

  • Não fornecer dados pessoais ou bancários
  • Não fazer qualquer pagamento
  • Interromper imediatamente o contacto
  • Em caso de dúvida, confirmar todas as informações junto dos canais oficiais

A autoridade reforça ainda que, perante qualquer suspeita, os cidadãos devem contactar diretamente os serviços oficiais da PJ e reportar a situação.

Este tipo de burla mostra uma evolução nos métodos utilizados pelos criminosos, que combinam engenharia social com informação real para manipular as vítimas. A recomendação mantém-se: desconfiar sempre de contactos inesperados, mesmo que pareçam credíveis.

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Mónica Marques
Mónica Marques
Ao longo de mais de 20 anos de carreira na área da comunicação assistiu à chegada do 3G e outros eventos igualmente inovadores no mundo hi-tech. Em 2020 juntou-se à equipa do 4gnews.