Portugal quer ter mais controlo sobre os dados do Estado e já há um plano oficial para esse efeito. Segundo os detalhes publicados no Diário da República, o Governo aprovou a criação de uma cloud soberana nacional, uma infraestrutura própria para alojar sistemas e informação pública.
A ideia é reduzir a dependência de terceiros e reforçar a segurança digital dos serviços do Estado. Isto também inclui plataformas e informação públicas.
Dados mais sensíveis ficam sob controlo direto do Estado
Nem todos os dados terão o mesmo tratamento. Os organismos públicos vão passar a classificar os seus sistemas em quatro níveis de risco e sensibilidade. A informação mais importante ficará obrigatoriamente alojada em infraestruturas controladas diretamente pelo Estado português.
Já os dados classificados como críticos ainda poderão usar serviços privados ou modelos híbridos, desde que cumpram regras apertadas de segurança e monitorização. As normas técnicas vão ser definidas pelo Centro Nacional de Cibersegurança.
O plano prevê ainda a integração de inteligência artificial para aumentar a autonomia tecnológica do país. Ao mesmo tempo, será criado um catálogo centralizado de serviços digitais para simplificar a adoção destas soluções pelos vários organismos públicos.
O Governo promete poupanças e menos dependência tecnológica
Segundo o calendário definido, as entidades do Estado têm até junho de 2027 para adaptar os sistemas e concluir a transição.
O Governo acredita que a centralização da infraestrutura digital poderá reduzir custos ao longo dos próximos anos. Parte dessas poupanças poderá continuar nos orçamentos das entidades públicas que aderirem ao modelo.
Também está prevista a formação técnica para funcionários e dirigentes da administração pública nas áreas da cibersegurança e soberania digital. Além disso, o Executivo quer simplificar as regras de contratação de serviços cloud para abrir o mercado a mais fornecedores.
A criação desta cloud soberana segue uma tendência cada vez mais forte na Europa. Vários países querem reduzir a dependência de gigantes tecnológicos estrangeiros quando estão em causa dados e serviços essenciais do Estado.
Lê também: Segurança Social: há mudanças nos pagamentos.
Promoção do dia
