
Estão quase a chegar os dias de calor e, para quem precisa de andar de carro, já se sabe que, no verão, o depósito tende a esvaziar-se mais depressa do que o habitual.
O calor tem um impacto direto no consumo de qualquer carro, ainda que muitos condutores não associem as duas coisas. Continua a abastecer mais vezes, a carregar mais cedo, sem perceber porquê.
O ar condicionado é o "vilão" principal... mas não o único
Ligar o ar condicionado assim que entras no carro num dia de 35 graus parece inevitável. O problema é que é também uma das maiores causas de consumo elevado no verão. O motor passa a ter de trabalhar para mover o carro e para alimentar o sistema de climatização ao mesmo tempo... e esse esforço extra paga-se na bomba.
O que podes fazer: antes de ligar o ar condicionado, abre as portas e janelas durante dois a três minutos para libertar o ar quente acumulado. O sistema vai arrefecer o habitáculo muito mais depressa... e com menos esforço.
Abaixo dos 80 km/h, considera simplesmente abrir os vidros. O arrasto aerodinâmico a velocidades baixas é irrelevante, e poupas o consumo extra do compressor.
O combustível que pagas não vale o que pagavas no inverno
Como explica o ACP, o calor reduz a densidade do combustível. Significa que o mesmo litro que colocas no depósito contém menos energia do que continha no inverno. O motor compensa queimando mais para obter o mesmo desempenho. E tu pagas o litro ao mesmo preço por menos rendimento.
A forma de contornar isto é simples: abastece de manhã cedo ou à noite, quando as temperaturas são mais baixas e o combustível está mais denso.
Os pneus mal calibrados custam-te dinheiro sem aviso
Com o calor, a pressão dos pneus aumenta. Se já andavam descalibrados, o problema agrava-se, a aderência piora, o consumo sobe, e o desgaste acelera. É um dos fatores mais ignorados e mais fáceis de resolver: uma paragem de dois minutos numa bomba de gasolina chega.
Tens um elétrico? O verão é ainda mais exigente
Nos carros elétricos, o impacto é diferente, mas não é menor. A 35 graus com ar condicionado ligado, a autonomia pode cair cerca de 17% face ao valor indicado pelo fabricante. Sem ar condicionado, a perda ainda assim existe, na ordem dos 4%.
Há dois hábitos que ajudam a travar essa degradação: carregar preferencialmente entre os 10 e os 30 graus à sombra, de preferência, e evitar carregar acima dos 80% no dia a dia. A carga completa fica para as viagens longas em que precisas mesmo da autonomia total.
Estas são algumas noções importantes de ter, especialmente agora que se aproximam os dias quentes.
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