Um dado desatualizado no Registo Nacional de Utentes pode ser suficiente para perder a comparticipação de medicamentos na farmácia, e muitas pessoas só descobrem o problema no momento de pagar.
Chegar à farmácia e descobrir que um medicamento habitual deixou subitamente de ter desconto é uma situação que tem vindo a acontecer a mais portugueses.
A explicação está, em muitos casos, ligada à atualização em curso do Registo Nacional de Utentes.
Segundo a Ordem dos Médicos, este é frequentemente o primeiro momento em que os utentes percebem que perderam benefícios do Serviço Nacional de Saúde.
A ligação entre o RNU e a comparticipação de medicamentos funciona de forma automática.
O sistema de saúde usa os dados registados para validar automaticamente se um utente tem direito ao desconto aplicado a cada medicamento.
População idosa é a mais afetada
Quando existe uma inconsistência, seja por morada desatualizada, número de identificação fiscal incorreto ou documento de identificação que já não corresponde aos dados atuais, o sistema vai simplesmente deixar de reconhecer o direito à comparticipação.
Este tipo de falha afeta de forma particular a população mais idosa, que em muitos casos ainda utiliza o antigo bilhete de identidade em vez do cartão de cidadão.
Uma vez que no BI não constam os dados básicos exigidos pelo novo sistema, como o número da Segurança Social (NISS) ou o número de identificação fiscal (NIF), é impossível atualizar o registo de forma automática.
Como tal, é necessário que a pessoa se desloque até ao centro de saúde para corrigir a situação.
Para evitar esta situação tão frustrante, deves verificar o estado do teu registo através da aplicação SNS24 e confirmar se os dados pessoais estão corretos e atualizados.
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