Em alguns casos, ir ao centro de saúde apenas para pedir ao médico de família que passe novamente os medicamentos habituais tornou-se oficialmente uma perda de tempo em Portugal. Isto porque a aplicação do Serviço Nacional de Saúde (SNS) esconde uma ferramenta concebida especificamente para eliminar esta deslocação.
A mesma permite solicitar a renovação de medicação crónica diretamente pelo telemóvel, recebendo os códigos no ecrã em poucos passos. Esta opção de renovação digital substitui as chamadas telefónicas demoradas e as longas esperas matinais junto dos balcões de atendimento.
Como funciona o truque da renovação à distância
O processo foi desenhado de forma simples para abranger todas as faixas etárias. Para avançar, os utentes precisam de ter a versão mais recente da plataforma oficial descarregada através da Google Play Store ou da App Store da Apple.
O circuito do pedido faz-se da seguinte forma:
- Aceder à área pessoal: O utilizador abre a aplicação e faz a autenticação segura com a Chave Móvel Digital ou o número de utente de saúde.
- Encontrar o menu correto: No menu inferior do ecrã principal, deve selecionar-se a opção "Receitas e exames" e, logo de seguida, clicar em "Medicação habitual".
- Selecionar e submeter: O ecrã apresentará a lista de fármacos associados ao histórico clínico. Basta carregar no botão "Renovar medicamentos", assinalar as caixas dos produtos necessários e confirmar o envio.
O pedido é reencaminhado de imediato para a unidade de saúde familiar correspondente. Assim que o médico valida e assina a nova receita eletrónica, o utente recebe um alerta na própria aplicação.
O detalhe que evita rejeições no pedido
Para que esta funcionalidade funcione sem entraves, os medicamentos pretendidos têm de estar previamente classificados pelo sistema médico como "medicação de uso prolongado" ou crónica. Tratamentos temporários, como antibióticos de curta duração prescritos para uma infeção pontual, não ficam elegíveis para este tipo de renovação automatizada.
Caso o botão surja bloqueado ou um medicamento específico não apareça na lista, o utente deve aproveitar a próxima consulta presencial para solicitar ao seu médico assistente que parametrize esses fármacos como habituais no sistema informático do SNS. A partir desse momento, o reabastecimento passa a estar acessível à distância de um toque no ecrã.
