As subscrições de pacotes de telecomunicações em Portugal mantiveram o crescimento no primeiro trimestre de 2026. No final de março, o país registava 4,8 milhões de clientes com serviços em pacote. Tudo graças ao aumento de 38 mil subscritores face ao mesmo período de 2025, que refletiu um crescimento de 0,8%.
Saliente-se que este crescimento foi impulsionado, sobretudo, pelas ofertas mais completas, que combinam quatro ou cinco serviços, tal como explica a ANACOM no seu relatório agora divulgado.
MEO mantém liderança entre operadores
No final do primeiro trimestre de 2026, a MEO manteve a posição de operador com maior quota de mercado nos serviços em pacote, contabilizando 41,5% dos subscritores.
O ranking dos operadores ficou distribuído da seguinte forma:
- MEO: 41,5%
- NOS: 34,9%
- Vodafone: 20,3%
- Grupo DIGI/NOWO: 3,2%
A liderança da MEO também se refletiu nas receitas geradas pelos serviços em pacote, onde alcançou uma quota de 39,9%, seguida pela NOS com 37,6%. Em terceiro ligar está a Vodafone com 20,6% e em quarto o Grupo DIGI/NOWO com 1,8%.
E a MEO tem mais razões para celebrar, já que a operadora liderou também em número de clientes em todos os formatos de oferta – 2P, 3P e 4/5P – tendo ainda registando igualmente a maior fatia de receitas nas modalidades 2P e 3P. De acordo com a ANACOM, a NOS destacou-se nas receitas dos serviços 4P e 5P.
Fatura média mensal está mais barata
Ao todo, os pacotes de serviços geraram 568 milhões de euros (sem IVA) no primeiro trimestre, sendo que as ofertas 4/5P pesaram 70,5% desse bolo, avança a ANACOM.
Para o consumidor, as notícias são de estabilização ou ligeira descida de preços. A receita média mensal por cliente fixou-se nos 39,59 €, menos 0,8% do que no ano passado. Em detalhe:
- Pacotes 4/5P: mensalidade média de 46,50 €, registando uma queda de 1,8%;
- Pacotes 3P: mensalidade média de 31,37 €, refletindo uma queda de 1,0%.
As ofertas conhecidas como 4P e 5P reforçaram a liderança no mercado nacional ao registarem mais 149 mil subscritores, uma subida anual de 5,3%.
Este tipo de pacote representa agora 61,5% do total de subscrições, o equivalente a cerca de 2,9 milhões de clientes, consolidando-se como a escolha preferida dos consumidores portugueses.
