
O Dacia Jogger continua a ser uma das propostas mais singulares do mercado automóvel em Portugal ao conjugar a versatilidade de sete lugares com a economia do motor bi-fuel a gasolina e GPL. Mantém um posicionamento de preço a arrancar nuns acessíveis 18 500 a 21 000 euros em Portugal nas versões base.
Para colocarmos à prova a verdadeira eficiência deste familiar de baixo custo, levámos o modelo para um ensaio de 830 quilómetros, maioritariamente em autoestrada com uma viagem exigente de cerca de 500 quilómetros com os sete lugares totalmente ocupados por passageiros e respetiva tralha.
Consumo a GPL de 8,5 litros em autoestrada com 7 lugares ocupados
O registo no computador de bordo dissipou as dúvidas sobre o esforço mecânico com carga máxima:
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Consumo médio a GPL: 8,5 litros por 100 km ao longo de todo o trajeto do ensaio. Cerca de 500 km, maioritariamente em autoestrada e com os 7 lugares ocupados. E sem contemplações de velocidade;
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Consumo médio a gasolina: 6,9 litros por 100 km quando o depósito de gás se esgotou. Apenas feitos 330 km neste combustíveis. Depósito ainda longe de esgotado.

Tendo em conta o peso total dos ocupantes e a resistência ao rolamento em tiradas longas a velocidades de cruzeiro, os 8,5 l/100 km a GPL representam um custo por quilómetro muito interessante perante qualquer outro monovolume ou SUV térmico convencional.
É importante recordar que o GPL ronda 1 € por litro. A gestão de dois depósitos permite viajar centenas de quilómetros sem preocupações de abastecimento, o que pode rentabilizar o preço significativamente mais baixo do gás de petróleo liquefeito nos postos nacionais.
Terceira fila de bancos é uma agradável surpresa
A terceira fila de bancos revela-se uma das maiores surpresas do veículo da marca romena. Ao contrário do que acontece na maioria dos SUV modernos de sete lugares onde a última fila serve apenas para emergências ou crianças pequenas, o Jogger consegue acomodar dois adultos com folga aceitável para pernas e cabeça.

O acesso é razoavelmente desimpedido, embora o processo de prender os cintos de segurança naqueles dois lugares do fundo exija alguma paciência pela posição pouco ergonómica dos fechos. É uma melhoria a fazer numa próxima geração.
A contrapartida física da lotação reflete-se de imediato na bagageira. Com os sete assentos montados, a capacidade de carga traseira fica quase residual, o que obriga a gerir mochilas pequenas ou a recorrer a barras e malas de tejadilho para escapadas de fim de semana alargadas.
Se quiseres saber mais, lê o meu ensaio completo ao Dacia Jogger.