Altice Portugal, a dona da MEO aumenta as receitas em ano de pandemia

Rui Bacelar
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Em 2020 as Receitas da Altice Portugal, responsável pela operadora MEO, aumentaram +0,5%, atingindo 2.121,2M €. Já o EBITDA cresceu +0,2% face ao ano anterior, totalizando 833,6M € e comprovando a saúde da empresa em pleno ano pandémico.

Mais ainda, o investimento fixou-se em 465,7M€, um incremento de +6,9%, que reflete um desempenho sólido na trajetória de manutenção da liderança e de um crescimento sustentado. Estes são os destaques do relatório fiscal do 4.º trimestre de 2020.

A Altice Portugal fechou o ano de 2020 numa nota muito positiva

Alexandre Fonseca MEO Altice Portugal

Com efeito, a Altice Portugal de Alexandre Fonseca, empresa responsável pela operadora MEO, deu hoje a conhecer os resultados alusivos ao 4.º trimestre de 2020. O ano de 2020 acabou de forma bastante positiva para a tecnológica líder de mercado.

  • As Receitas do 4.º trimestre atingiram os 558,3M € o que representa um crescimento homólogo de +2,7% e, comparativamente com o trimestre anterior, um incremento de +3,2%.
  • O EBITDA do 4.º trimestre fixou-se em 205,3M€ o que representa um crescimento homólogo de +4,5%.
  • O Investimento realizado em 2020 foi superior em 6,9% versus o ano anterior, apresentando uma evolução crescente durante todos os trimestres do ano, com 127,3M€ no último trimestre do ano.
  • A Altice Portugal reiterou a aposta na expansão da rede de Fibra Ótica, antecipando em 6 meses o objetivo traçado para o final de 2020 – 5,3 milhões.
  • Durante 2020, a Empresa adicionou mais 687 mil casas (241 mil no 4.º trimestre), atingindo 5,6 milhões de casas passadas no final do ano. Reforçou a sua posição como detentora da maior rede de Fibra do país, chegando a mais de 85% dos lares portugueses.
  • A destacada performance operacional garantiu a liderança incontestada em todos os serviços de Telecomunicações em Portugal através da MEO.
  • A MEO foi também o Operador com menor número de reclamações por mil cliente (termos relativos), mas com o maior número de reclamações em termos absolutos.

O contexto de pandemia não foi impedimento para a MEO e Altice Portugal

"O ano de 2020 foi marcado por uma pandemia mundial, ainda sem fim à vista, que nos coloca, hoje, num dos piores contextos socioeconómicos de que há memória. Adicionalmente, o setor das telecomunicações está envolto num ambiente regulatório conturbado e hostil com consequências imprevisíveis, ao mesmo tempo que se inicia um novo ciclo nas Comunicações a nível global: o 5G.", aponta Alexandre Fonseca, homem forte da Altice Portugal.

Apesar de ter atingido no final do 2.º trimestre de 2020, a meta estabelecida para 2020 de 5,3 milhões de casas passadas com Fibra, a Altice Portugal adicionou +70 mil casas à sua base total no 3.º trimestre e 241 mil no 4.º trimestre. No ano de 2020, o total de casas passadas fixou-se em 5,6 milhões, ou seja, a maior rede de Fibra do país através da MEO.

O futuro da Altice Portugal no segmento das telecomunicações passa sobretudo pelo 5G. A quinta geração de redes móveis que continua cativa do atrito gerado pelas tensões entre as principais operadoras e o regulador, ANACOM.

"A destruição de valor que a atual postura regulatória está a gerar é de tremenda gravidade, pondo em causa não apenas a sustentabilidade do setor das comunicações e o investimento desta indústria no país, mas também colocando sérios riscos na capacidade de inovação, no emprego e no posicionamento de Portugal na Europa, numa área tão relevante para o futuro e competitividade da nossa Economia.", acusa Alexandre Fonseca em comunicado à imprensa.

Entretanto, o leilão das frequências do 5G continua em curso. Mais concretamente, no seu quinquagésimo terceiro dia, de acordo com a ANACOM.

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Rui Bacelar
Rui Bacelar
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