União Europeia receia que a Google esteja a abusar dos dados da Fitbit. Entende a razão

António Guimarães
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A Google adquiriu a Fitbit em novembro do ano passado. Muitos pensavam que isso iria resultar num smartwatch da Google mas não foi o caso, para já. Contudo, o negócio ainda não passou por aprovação pelas entidades reguladoras. A União Europeia é uma delas e não está contente com a situação.

Cerca de 20 grupos de advocacia na Europa, Estados Unidos e América Latina reuniram-se para assinar um documento. Esse documento pede aos governos responsáveis para investigarem a compra da Google com a Fitbit, devido à utilização de dados.

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A preocupação é que a Google ao comprar a Fitbit, poderá ter acesso aos dados recolhidos pelos equipamentos da Fitbit. Mais uma vez, esta é uma preocupação em relação às práticas anticoncorrência, das quais a Google já foi acusada várias vezes. Possuir dados da Fitbit seria uma grande vantagem para a Google, em relação às outras empresas.

Em resposta às alegações, um porta-voz da Google manifestou-se. Em conversa com a Reuters, o porta-voz afirma que o interesse da Google na Fitbit é vender equipamentos e que se trata de tecnologia e não dados. Foi uma resposta algo vaga e generalista mas foi tudo o que foi dito.

Devido à situação, a União Europeia teme que esta vantagem da Google possa correr com concorrentes no mercado europeu. Além disso, esta compra e a utilização de dados só pode fortalecer mais a Google, que já possui montanhas de dados de utilizadores, devido ao motor de busca e o Android.

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António Guimarães
António Guimarães
Juntamente com os seus atuais companheiros Mi A2 e Surface Go, batalha para elucidar as massas sobre todos os acontecimentos da esfera tecnológica. "Informação é poder" é a frase que o acompanha diariamente. Talvez um dia a coloque numa t-shirt.