Okja
Okja

O filme Okja, disponibilizado na passada semana no serviço streaming Netflix, já causou polémica no Festival de Cannes em maio deste ano por estar a ser exibido ao mesmo tempo nas salas de cinema francesas (Existe um acordo legal que não permite a disponibilização online, em França, antes dos filmes serem exibidos por um período de três anos após estreia em sala).

Para o realizador coreano de Okja, Bong Joon Ho, este filme é um” projecto de beleza”, e a actriz Tilda Swinton, que interpreta no filme o papel de Lucy, afirmou em Cannes que “não andavam à procura de prémios, mas sim, ter o privilégio de projectar o filme no ecrã gigantesco do Festival”.

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Na verdade, mesmo que Okja não tivesse sido exibido num Festival com a grandiosidade cinematográfica como o de Cannes, terá sempre alguma controvérsia à sua volta.

Okja, é a história de uma porca gigante geneticamente modificada, “criação” de uma grande empresa nova iorquina chamada Mirando, ligada à indústria de transformação de carne, que passou os últimos dez anos na companhia duma menina chamada Mija (Seo – Hyun Ahn).

Apesar de Okja, abordar temas tão sérios como a indústria massiva de carnes e a forma desumana como os animais são criados para morrer, ou a necessidade por um mundo mais auto-sustentável ou até mesmo como o activismo animal é visto, acaba por parecer uma história encantada. É um filme feito, tanto para crianças como para adultos, pois pode suscitar em ambas as faixas etárias um sentido de responsabilização social e não só mas também, o sentido de humanidade. Okja é um ser dócil e amistoso, que qualquer pessoa podia ter como companhia.

Okja é um filme que aborda uma realidade sombria e atual, de um modo suave e capaz de ser visto por todos, adultos e crianças…

A falsa alusão da empresa Mirando, quando tenta convencer as pessoas que os animais geneticamente modificados são o futuro auto-sustentável e a solução para a futura escassez de carne, ainda aproxima mais emocionalmente o espectador a Okja, pois sentimentos como a compaixão e a misericórdia estão muito presentes.

A forma crua e ao mesmo tempo carinhosa, com que Bong Joon Ho criou Okja, torna-o sem dúvida o filme mais original até hoje (Muitas vezes ao longo do filme parece que estamos a assistir ao humor dos animes japoneses), a relatar temas que ainda são considerados tabus, principalmente pela sociedade capitalista actual.

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Sempre gostei da forma como uma história se pode transformar no grande ecrã! Desde que me lembro, sempre fui uma apaixonada por cinema, e procuro também fazer da minha vida um filme apaixonante!