Enquanto muitos ainda estão a adaptar-se ao 5G e o mundo ainda debate o 4G, países como a China já começaram a preparar o terreno para a próxima geração.
De acordo com o site Global Times, em Nanjing foi instalada a primeira rede de testes pré-6G, um passo que é muito mais do que simbólico. É uma infraestrutura que é bastante real, que a ser experimentada no terreno.
Deixando as teorias no passado, o 6G pode não estar assim tão longe como parece.
Uma rede que já vai além do 5G
A nova rede de testes não substitui o 5G, mas nasce dele — como uma evolução. A ideia passa por integrar tecnologias avançadas diretamente na infraestrutura existente, criando uma espécie de evolução híbrida.
Esta abordagem promete mais largura de banda, menor latência e maior cobertura do que aquilo que conhecemos hoje no 5G. Segundo os dados divulgados, a capacidade pode chegar a ser cerca de dez vezes superior ao 5G atual.
Isto são competências que o 5G não cumpre nos dias de hoje. É caso para dizer: o futuro está a chegar.
A IA já faz parte da própria rede
Outro ponto relevante está na forma como esta tecnologia foi pensada. Como parece já um caminho natural na tecnologia, a rede inclui inteligência artificial integrada diretamente na infraestrutura, o que permite otimizar o funcionamento em tempo real.
Isto abre espaço para redes mais adaptáveis, capazes de ajustar desempenho conforme o tipo de utilização, algo que o 5G apenas começa a explorar de forma limitada.
Testes em cenários reais e industriais
A rede não está apenas em laboratório. Está a ser testada em contextos específicos como inspeção aérea de baixa altitude, produção industrial, comunicações holográficas e sistemas de inteligência incorporada.
Estes testes servem para validar como a tecnologia responde fora de ambiente controlado e ajudam a definir as futuras regras do que será o 6G.
O 6G começa já a ser projetado
O chamado pré-6G é visto como uma extensão do 5G Advanced, que já representa a evolução natural do 5G atual. Ou seja, não é exatamente uma nova rede, mas um upgrade da rede já existente.
A base já está a ser preparada em cima das redes atuais, o que acelera o processo de evolução. E isso é importante para perceber o ritmo atual.
Quando é que isto chega ao ao nosso dia-a-dia?
Os planos apontam para a definição de padrões do 6G entre 2026 e 2030. Pode parecer tão perto e tão distante ao mesmo tempo, mas este tipo de testes mostra que o trabalho já está em andamento de forma avançada.
A China, que já conta com milhares de estações 5G e cobertura em centenas de cidades com versões avançadas da rede, está a usar essa escala como base para acelerar o desenvolvimento.
Mais rápido do que parece
O mais relevante aqui não é apenas a tecnologia em si, mas também o ritmo deste crescimento. Com uma infraestrutura já instalada, testes já a decorrer, integração com IA e 5G Advanced, o 6G começa a deixar de ser um conceito que se falou por alto, algures no na internet, para se tornar uma evolução em curso.
E quanto a Portugal? De certo que assim que a rede começar a ser utilizada globalmente, o seu uso deverá ser idêntico ao do 5G atualmente. Cada vez vemos mais marcas a olhar para o futuro e preparar-se para a próxima geração de rede.
Se isto continuar neste ritmo, o 6G pode chegar ao utilizador final mais depressa do que muitos estão a prever.
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