A internet sem fios como a conhecemos poderá viver uma profunda transformação já nos próximos anos. Tudo porque a tecnologia Li-Fi (Light Fidelity) continua a ganhar terreno.
Para quem nunca ouviu falar deste termo, estamos perante uma tecnologia que, ao contrário do Wi-Fi (Wireless Fidelity), não transmite dados através de ondas de rádio; fá-lo sim através da luz.
O que mais impressiona é mesmo a promessa de velocidades até 100 vezes superiores às do Wi-Fi atual. Além desta velocidade verdadeiramente supersónica, também o nível de segurança deverá ser inédito.
O sistema utiliza lâmpadas LED que piscam em frequências impercetíveis ao olho humano para transmitir pacotes de dados. Esta alternância ultrarrápida entre os estados ligado e desligado transforma qualquer luz numa espécie de router invisível.
A grande vantagem está na amplitude do espectro disponível. O espectro de luz visível é cerca de três mil vezes mais amplo do que o espectro de rádio. Tal acaba com os problemas de saturação e interferência tão comuns em redes Wi-Fi, explica o LiFi Group.
Li-Fi e Wi-Fi: quais são as diferenças?
Desde logo, a velocidade máxima de cada um. O Li-Fi pode atingir 224 Gbps. Por sua vez, o Wi-Fi 6 vai 'apenas' até 9,6 Gbps. No entanto, como sublinhei no início, há outra grande diferença que faz toda a diferença: um nível de segurança sem precedentes.
Uma vez que a luz não atravessa paredes, o sinal fica fisicamente confinado ao espaço onde a lâmpada está instalada. Em termos de segurança isto traduz num forte praticamente impenetrável via remota para hackers.
Numa altura em que os cibercrimes continua, dia após dia, a atingir níveis históricos, o Li-Fi pode ser a resposta a muitos destes problemas.
A tecnologia poderá fazer toda a diferença em espaços como bancos, hospitais e qualquer outra entidade ou empresa em que a proteção de dados seja fulcral.
Numa altura em que se discute a presença da Starlink em voos, o Li-Fi pode ser uma outra solução nos aviões, já que permite navegação de alta velocidade sem comprometer os sistemas de voo.
Além disso, a infraestrutura de iluminação LED já existe e pode ser aproveitada, o que reduz drasticamente os custos de instalação. É expectável que nos próximos anos a tecnologia comece a ganhar terreno.
A OPPO, por exemplo, já patenteou um smartphone com a tecnologia Li-Fi, o que indica que, a breve prazo, esta poderá ser uma nova realidade.
