A Direção-Geral da Saúde (DGS) publicou um novo “guia rápido” com orientações dirigidas aos profissionais de saúde para atuação perante eventuais casos suspeitos de infeção por hantavírus em Portugal.
O documento define os procedimentos a seguir caso entrem no país pessoas que possam ter estado expostas ao vírus associado ao surto detetado no navio de cruzeiro MV Hondius.
Apesar do alerta, a autoridade de saúde sublinha que o risco em Portugal permanece “muito baixo” e, por essa razão, não foram implementadas medidas preventivas para a população.
Protocolo define o que é um caso suspeito
Segundo as novas orientações, um caso suspeito inclui qualquer pessoa que tenha viajado ou estado em contacto com meios de transporte onde tenham sido confirmados casos de infeção por Hantavírus Andes (ANDV), incluindo passageiros ou tripulação do MV Hondius.
Para além da exposição, é necessário que a pessoa apresente sintomas como febre aguda ou histórico de febre associado a sinais como:
- dores musculares e calafrios
- dor de cabeça
- sintomas gastrointestinais (náuseas, vómitos, diarreia ou dor abdominal)
- sintomas respiratórios (tosse, falta de ar, dor no peito ou dificuldade em respirar)
Um caso provável exige ainda ligação epidemiológica conhecida com um caso confirmado, enquanto um caso confirmado implica deteção laboratorial do vírus através de testes como RT-PCR ou isolamento viral.
O que acontece após a deteção de um caso suspeito
Assim que um caso é validado pelos profissionais de saúde, a DGS ativa o INEM para assegurar o transporte do doente até ao hospital de referência.
As unidades designadas para tratamento são:
- ULS São José (Hospital Curry Cabral e Hospital Dona Estefânia), em Lisboa
- ULS São João, no Porto
Também é acionado o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge para análise laboratorial das amostras. A notificação deve ser feita de imediato na plataforma SINAVEmed.
Rastreamento não detetou contactos em Portugal
De acordo com a DGS, até ao momento não foi identificado qualquer cidadão português com contacto direto com casos confirmados. O trabalho de vigilância, no entanto, vai continuar ativo, para garantir acompanhamento de eventuais novos desenvolvimentos.
A DGS reforça que a avaliação de risco em Portugal não sofreu alterações e continua classificada como “muito baixa”, motivo pelo qual não foram impostas medidas adicionais à população em geral.
O único cidadão português identificado a bordo do MV Hondius, membro da tripulação, não apresentou necessidade de acompanhamento pelas autoridades nacionais, tendo sido encaminhado para os Países Baixos.
