Fazer transferências, pagar contas ou gerir poupanças através do telemóvel e do computador tornou-se um hábito diário. acrescidos. Os criminosos financeiros estão cada vez mais sofisticados e operam tanto no mundo digital como à porta de casa.
Para evitar surpresas desagradáveis no extrato bancário, o Banco de Portugal já identificou os esquemas mais comuns para que todos os portugueses possam proteger-se contra este tipo de ataques maliciosos.
1. Fraude online: o perigo invisível no e-mail e no telemóvel
O crime digital é uma das maiores ameaças às poupanças dos portugueses. Os hackers utilizam três táticas principais para roubar dados de acesso ao homebanking:
- Phishing e as variantes Vishing e Smishing: é a burla mais comum. Recebes um e-mail, uma chamada (vishing) ou um SMS (smishing) que parece vir do teu banco ou de uma empresa conhecida. O objetivo é convencer-te a clicar num link e a introduzires passwords, códigos da caderneta digital ou números de cartões.
- Pharming: esta técnica é mais silenciosa. Um vírus infeta o teu dispositivo e, quando escreves o endereço real do teu banco, o sistema redireciona-o automaticamente para uma "página espelho" falsa, mas visualmente idêntica à original, para recolher todos os teus dados.
- Spyware: trata-se de um programa malicioso escondido que se instala no computador ou telemóvel sem autorização. Programa este que vigia a tua atividade em segundo plano e regista tudo o que escreves quando acedes a páginas seguras do banco.
2. Promessas de "dinheiro fácil" e investimentos milagrosos
Se uma proposta financeira parece boa demais para ser verdade, quase de certeza que é fraude. Os hackers utilizam frequentemente quatro formatos clássicos:
- O ganho irrealista: propostas recebidas por telefone, e-mail ou até à porta de casa com investimentos que prometem lucros muito acima da média do mercado.
- Crédito ilegal: ofertas de empréstimos fáceis feitas por particulares ou entidades que não estão autorizadas pelos reguladores a emprestar dinheiro.
- Esquemas em pirâmide: negócios onde o lucro não vem de um produto real, mas sim da obrigação de angariar continuamente novas pessoas que invistam dinheiro.
- Cartas da Nigéria: este é um esquema antigo, mas que continua a fazer vítimas. É prometida uma enorme comissão para ajudar a transferir fundos do estrangeiro, mas exige-se que o utilizador pague uma quantia inicial para "desbloquear" o processo.
3. O risco nos pagamentos do dia a dia
Nem todas as burlas acontecem atrás de um ecrã. Quando fazes compras ou utilizas caixas automáticas, deves ter em atenção estes riscos:
| Tipo de Fraude | Como Funciona |
|---|---|
| Clonagem de cartões | Os dados do teu cartão de pagamento são copiados ilegalmente num terminal automático de pagamento (TPA) ou multibanco adulterado. |
| Cheques falsificados | O preenchimento fraudulento de um cheque físico, onde os hackers alteram o valor original a pagar ou o nome do beneficiário. |
| Notas contrafeitas | A introdução de dinheiro físico falso em circulação comercial durante trocos ou pagamentos diretos. |
Já várias entidades estatais e financeiras confirmaram: nenhum banco legítimo pede passwords, códigos de acesso ou dados do cartão matriz por SMS, e-mail ou telefone.
Se receberes um contacto suspeito ou notares alguma atividade invulgar na tua aplicação bancária, desliga-a imediatamente e contacta a tua instituição de crédito através dos canais oficiais.