A chuva de estrelas Eta Aquáridas está de volta ao céu e há boas notícias para os portugueses que querem observar este fenómeno. Apesar de favorecer o hemisfério sul, também pode ser vista a partir do nosso país, ainda que com menor intensidade, tornando-se uma oportunidade perfeita para testar a câmara do teu telemóvel e tirar a fotografia noturna perfeita.
Este evento astronómico acontece todos os anos entre abril e maio e resulta dos fragmentos deixados pelo cometa Halley, um dos mais conhecidos da história. Em 2026, o ponto alto chega entre hoje e amanhã (6 de maio), altura em que a atividade atinge o auge.
Dá para ver em Portugal
No hemisfério sul, o espetáculo é mais intenso, com registos que podem chegar aos 50 meteoros por hora. Já no hemisfério norte, onde Portugal se insere, o ritmo é mais modesto, a rondar 10 meteoros por hora.
Ainda assim, não significa que não valha a pena olhar para o céu. Pelo contrário. Com as condições certas, consegues apanhar vários rastos luminosos e aproveitar o momento.
A melhor hora para olhar para o céu
Se queres aumentar as hipóteses, há uma altura certa para aproveitares este momento ao máximo. O melhor período para observar ocorre de noite, antes do nascer do sol, quando o céu está mais escuro e o radiante da chuva está melhor posicionado.
Esse ponto de origem aparente situa-se na constelação de Aquário, próximo da estrela Eta Aquarii. A partir daí, os meteoros cruzam o céu em várias direções.
A Lua representa um desafio
Este ano, há um fator que joga contra a visibilidade. O pico acontece poucos dias após a Lua cheia, o que significa um céu mais iluminado e maior dificuldade em ver os meteoros mais fracos.
Ainda assim, os mais brilhantes continuam visíveis, especialmente se estiveres num local com pouca iluminação artificial.
Como observar melhor
Não precisas de telescópios nem binóculos. O essencial é um local escuro, longe das luzes da cidade, e uma boa vista do céu aberto
As Eta Aquáridas mantêm-se ativas até 28 de maio, por isso ainda tens alguns dias para tentar a tua sorte.
O que vem a seguir no calendário
Se perderes esta chuva de estrelas, há mais oportunidades ao longo do ano:
- Delta Aquáridas a 30 e 31 de julho
- Perseidas a 12 e 13 de agosto
- Oriónidas a 21 e 22 de outubro
- Leónidas a 16 e 17 de novembro
- Gemínidas a 13 e 14 de dezembro
- Úrsidas a 21 e 22 de dezembro
Mesmo que não consigas assistir a este fenómeno, o ano reserva uma grande variedade de espetáculos noturnos que vais poder observar.
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