
O desempenho das redes móveis nacionais acaba de receber uma validação internacional importante através dos mais recentes dados da plataforma nPerf. Durante o primeiro trimestre de 2026, mais especificamente entre os meses de janeiro e abril, Portugal registou a velocidade média de download móvel mais elevada num grupo de oito países com Produto Interno Bruto (PIB) per capita semelhante.
Com uma marca fixada nos 187,2 Mbps, Portugal garantiu uma vantagem confortável face aos restantes mercados analisados. O resultado demonstra que as operadoras a operar em solo nacional mantêm um investimento sólido na modernização das redes. Este cenário cruza-se diretamente com outras avaliações do setor.
Recentemente já se tinha verificado que Portugal teria a segunda melhor internet do mundo em redes móveis, além de surgir frequentemente em posições de destaque quando se discute se Portugal é o número um da Europa num novo ranking sobre operadoras revelado recentemente.
- Portugal: 187,2 Mbps
- Ilha de Reunião: 171,7 Mbps
- Guadalupe: 151,0 Mbps
- Croácia: 140,8 Mbps
- Eslováquia: 133,0 Mbps
- Martinica: 131,7 Mbps
- Grécia: 128,6 Mbps
- Polónia: 109,9 Mbps
ilha de Reunião garantiu o segundo lugar com uma média de 171,7 Mbps, o que coloca a infraestrutura portuguesa com uma vantagem de 35 Mbps sobre este território. No terceiro posto surge Guadalupe com 151,0 Mbps, seguida pela Croácia com 140,8 Mbps e pela Eslováquia com 133,0 Mbps.
A Martinica ocupou a sexta posição com 131,7 Mbps, enquanto a Grécia se fixou nos 128,6 Mbps. O último lugar deste grupo foi atribuído à Polónia, que fechou a contagem com uma média de 109,9 Mbps. No plano prático do quotidiano, a velocidade registada em Portugal permite concluir tarefas digitais pesadas em poucos instantes.
O que isto significa para os portugueses
O download de um ficheiro de vídeo em alta definição com um tamanho padrão de 1,5 GB demora menos de 2 minutos a ficar concluído através de uma ligação móvel em território nacional. O mesmo processo exige 2 minutos e 10 segundos na ilha de Reunião e estende-se por mais tempo nos restantes territórios avaliados, fixando-se uma diferença total de 77,3 Mbps entre a velocidade média portuguesa e a polaca.
O relatório salienta ainda que seis dos oito países incluídos nesta análise conseguem ultrapassar a barreira dos 130 Mbps de velocidade média. Isto é considerado o mínimo necessário para garantir uma experiência de utilização sem quebras em serviços exigentes, como a reprodução de streaming de vídeo em resolução 4K ou a transferência simultânea de múltiplos ficheiros com grande volume de dados. Mesmo no caso da Polónia, a velocidade registada é 1,7 vezes superior à média global que servia de referência no setor em anos anteriores.
Os dados recolhidos pela nPerf baseiam-se em testes ativos realizados diretamente pelos próprios utilizadores nos primeiros quatro meses do ano de 2026. Embora a variação entre o primeiro e o oitavo classificado mostre que a maturidade das redes móveis varia consoante a região geográfica e o investimento local, todos os mercados analisados neste grupo específico oferecem atualmente largura de banda suficiente para uma navegação na internet fluida e a reprodução de conteúdos multimédia em alta definição.
